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Soldados ucranianos enfrentam lutas contra o vício durante a guerra

A dependência acompanha as guerras da Ucrânia, com tratamento de trauma e escassez de pessoal dificultando o retorno ao front

Oleksandr at the rehab clinic, wearing a baseball cap and dark blue jacket
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  • O envolvido, Oleksandr, ficou sete anos sem vícios, mas sofreu recaída após receber analgésicos para uma lesão no ombro durante a guerra e passou a usar opioides mais potentes.
  • No Centro de Reabilitação da Kyiv City Clinical Hospital No 10, Olishevskiy coordena tratamento de dependência e trauma; o local atende cerca de 25 pacientes por vez, com permanência de até quatro meses, com a meta de retorno à quiteira militar.
  • A escala do problema é difícil de medir: o Exército da Ucrânia não divulga números de saúde mental, mas estudo de 2024 da organização 100% Life com mil soldados aponta uso mensal de anfetaminas por mais de um terço, 20% com medicamentos como pregabalina e 15% com cathinonas sintéticas baratas e opioides.
  • Especialistas dizem que a dependência está ligada ao trauma de guerra; ainda há estigma e variações no apoio dos comandantes para encaminhamentos ao tratamento, com alguns soldados retornando ao serviço antes da recuperação completa.
  • A abordagem inclui terapia em grupo, sessões individuais e atividades físicas; há cooperação com especialistas internacionais e planos de retiros, além de explorar tratamentos como a ketamina para PTSD.

Okelando de Sobredoses: Ucrânia encara dependência entre soldados em meio ao conflito. Sete anos sem uso, Oleksandr voltou a usar opioides após uma lesão no ombro e receber analgésicos durante a guerra. A recaída ocorreu um ano após o início do combate contra a Rússia, segundo relatos em Kyiv.

Ainda em serviço por mais dois anos, ele chegou a alcançar o posto de oficial, mas o vício se aprofundou. “Escondia o uso dos colegas. É vergonhoso”, disse. O caso ilustra o peso da saúde mental no front e na retaguarda.

Oleh Olishevskiy dirige um centro de reabilitação no hospital público No 10, em Kyiv, onde a dependência se mistura ao trauma psicológico. Ele afirma que o consumo de drogas entre tropas é uma área cinzenta, pouco discutida.

A escala exata é difícil de medir. O Exército não divulga números de problemas mentais ou de dependência. Estudo de 2024 da ONG 100% Life aponta uso mensal de anfetaminas por mais de um terço dos entrevistados, além de uso de fármacos e opioides.

No centro de Kyiv, cerca de 25 pacientes recebem tratamento de quatro meses, com terapia em grupo, sessões individuais e atividades físicas. O objetivo é que retomem a formação militar, quando possível.

A equipe aponta que a necessidade de cuidados é superior à oferta, e que o problema pode perdurar após o fim dos conflitos. A luta pela saúde mental é inseparável da violência vivida pelos soldados, dizem profissionais.

Entre os que recebem tratamento, há relatos de mudanças na abordagem de autoridades militares. Médicos e conselheiros destacam maior compreensão, ainda que dependente da cooperação de superiores.

Para muitos pacientes, o tratamento envolve entender traumas de guerra e uso de substâncias como parte de um quadro maior de PTSD. Alguns veteranos já trabalhavam no centro, incluindo ex-usuários.

Tratamentos incluem psicoterapia, exercícios e atividades recreativas, como yoga e esportes. Olishevskiy planeja, ainda neste verão, um retiro em Kharkiv para pacientes, com cavalos e atividades ao ar livre.

Anton, ex-usuário de drogas sintéticas, lembra que a clínica lhe ofereceu uma segunda chance. Ele busca recuperação para retornar às funções no front, ressaltando a importância do apoio especializado.

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