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Trump acusa Irã de violar cessar-fogo e mira novas negociações no Paquistão

Trump acusa Irã de violar cessar-fogo e afirma que delegação dos EUA chegará a Islamabad para nova rodada de negociações, enquanto Teerã ainda não decidiu enviar negociadores

Navios ancorados na região do Estreito de Ormuz neste sábado (18) — Foto: AP Photo
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  • Trump afirmou que uma delegação dos EUA chega a Islamabad, no Paquistão, nesta segunda-feira para uma nova rodada de negociações com o Irã; a comitiva incluiria o vice-presidente, Steve Witkoff e Jared Kushner; o Irã ainda não confirmou envio de negotiadores, conforme Tasnim.
  • O presidente dos EUA alegou que o Irã violou o cessar-fogo ao abrir fogo no Estreito de Ormuz e disse que medidas adicionais poderão ocorrer se não houver acordo.
  • Trump disse que está oferecendo um acordo justo e razoável e que, se não for aceito, os Estados Unidos vão destruir usinas de energia e pontes do Irã.
  • O Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o petróleo, voltou a fechar após ter sido temporariamente mantido aberto; o bloqueio naval dos EUA no Golfo de Omã e no Mar Arábico continua.
  • O cessar-fogo vigente na região vence na terça-feira, 21 de abril, em meio a tensão aumentada e a disputa sobre condições para não-proliferação nuclear.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma delegação americana viajará ao Paquistão nesta segunda-feira para negociar com o Irã. Segundo a declaração, Washington busca um acordo de paz considerado justo e razoável. O Irã ainda não confirmou se enviará negociadores.

Trump mostrou que pretende reforçar a pressão sobre o Irã, afirmando que o país violou o cessar-fogo vigente. A publicação não especificou a hora exata de chegada da delegação a Islamabad nem o início das negociações. A Casa Branca não confirmou os detalhes da programação.

Segundo a Reuters, a comitiva deve incluir o vice-presidente JD Vance, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff e o assessor sênior Jared Kushner. A informação cita uma fonte da Casa Branca.

Contexto

O Estreito de Ormuz voltou a acionar tensões regionais ao registrar retorno de ataques a navios. A trégua, firmada para dois meses, vence nesta terça-feira e havia previsto a pausa de ataques entre EUA, Irã e Israel. A passagem continua crucial para o comércio mundial de petróleo.

O Irã anunciou a reabertura da passagem após um breve período de trégua, gerando reações de autoridades americanas. Os Estados Unidos impuseram bloqueio naval no Golfo de Omã e no Mar Arábico desde a semana passada, afetando o tráfego de navios iranianos.

Impasse

Na rodada anterior de negociações, o vice-presidente Vance participou, mas as partes não chegaram a um acordo. O principal ponto de divergência envolve a questão de desdobramentos nucleares do Irã e as condições para uma eventual limitação de programas.

Autoridades iranianas descrevem o bloqueio de portos como parte de medidas de segurança, enquanto os EUA o veem como pressão econômica. Analistas destacam que o estreito continua sendo uma rota estratégica para o petróleo global.

A publicação de Trump na rede Truth Social também direcionou críticas e acusações sobre as ações de Teerã, sem, porém, esclarecer datas precisas de início das negociações. O governo iraniano não confirmou envio de negociadores ao Paquistão.

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