- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que uma nova rodada de negociações com o Irã começará noPaquistão a partir de segunda-feira, 20, com os negociadores da Casa Branca chegando a Islamabad.
- Trump afirmou em rede social que novos ataques em território iraniano podem ocorrer se não houver acordo, citando potenciais alvos como pontes e usinas de energia.
- O Irã disse estar revisando as propostas americanas após consultar o chefe do Exército paquistanês, mediador entre os dois países.
- A situação ocorre próximo ao fim do cessar-fogo vigente entre as partes, que está perto de expirar.
- No sábado, lanchas rápidas do Irã atiraram contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, após o Exército iraniano anunciar o fechamento da rota de navegação que atende parte do comércio mundial.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo 19, pelas redes sociais, que uma nova rodada de negociações com o Irã ocorrerá no Paquistão a partir de segunda-feira, 20. As negociações já tinham sido anunciadas, com Islamabad como sede. A ofensiva diplomática ocorre próximo do fim da vigência do cessar-fogo na região.
Segundo a publicação, autoridades norte‑americanas devem chegar a Islamabad em breve. Trump afirmou que, se o acordo não for aceito, os EUA podem atacar pontes e usinas de energia no Irã, sob argumento de violação do cessar-fogo. A Casa Branca já havia destacado a importância da proposta.
O Irã informou que está analisando as novas propostas dos EUA, após consulta com o chefe do Exército paquistanês, mediador entre as partes. O governo iraniano sinalizou que pode ceder, dependendo das condições apresentadas pelos norte‑americanos.
Contexto e desdobramentos
No sábado, lanchas iranianas atacaram um petroleiro no Estreito de Ormuz, em meio ao fechamento da rota de navegação anunciada pelo Irã. O estreito responde por cerca de 20% do petróleo mundial, segundo informações do setor.
Trump utilizou o episódio para acenar com medidas de força, afirmando que o bloqueio já foi imposto pelo País. As negociações se exibem em meio a tensões crescentes, com as partes monitorando cada movimento.
Fontes próximas ao tema indicaram que a desfeita diplomática ocorre em meio a uma fase crucial, com o prazo do cessar-fogo próximo do fim. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos com cautela, buscando evitar uma escalada militar na região.
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