- União Europeia concedeu quase 1,2 milhão de cidadanias a quem morava no bloco em 2024, alta de 11,6% ante o ano anterior e recorde para o conjunto dos 27 países.
- Alemanha foi o principal emissor (24,5%), seguida por Espanha (21,4%) e Itália (18,5%).
- As origens mais citadas entre os novos cidadãos foram Síria, Marrocos e Albânia.
- O Brasil foi o décimo maior país de origem, com cerca de 30 mil aquisições; Itália, Portugal e Espanha foram os destinos mais usados pelos brasileiros.
- Em 2024, a Alemanha registrou aumento expressivo devido a mudanças no tempo de residência exigido para naturalização, com efeito ainda sendo visto nos números de 2025.
A União Europeia concedeu quase 1,2 milhão de cidadanias em 2024, a pessoas que já moravam no bloco. Houve aumento de 11,6% frente a 2023, configurando o recorde anual, segundo o Eurostat. Em uma década, o total de novas nacionalidades subiu 54,5%.
O levantamento aponta que a Alemanha foi o principal impulsionador do crescimento, com 288,7 mil cidadanias, alta de 44% ante 2023. Em seguida aparecem Espanha e Itália, com resultados relevantes para os residentes desses países.
A lista de origens dos novos cidadãos aponta Síria, Marrocos e Albânia entre os maiores fluxos. Sírios responderam por 9,3% das concessões, marroquinos por 8,2% e albanos por 4,1%. Trata-se de dados de naturalização de residentes, não de naturalizações por via consular.
Entre os países da UE, Alemanha concedeu 24,5% das cidadanias a seus residentes, Espanha 21,4% e Itália 18,5%. No Brasil, 30 mil pessoas receberam cidadania de um país da UE em 2024, aumento de 4% em relação a 2023.
Destinos e perfis
A Itália beneficiou comunidades históricas, como albaneses (31,6 mil) e marroquinos (27,6 mil). Brasileiros foram o sexto grupo mais favorecido pela cidadania italiana, com 11,1 mil casos, 85% por direito de sangue.
A Espanha registrou forte fluxo brasileiro, com números expressivos para venezuelanos e marroquinos, além de um expressivo crescimento de cidadãos originários da Venezuela. A República italiana passou a restringir, em 2025, o acesso de descendentes à cidadania, impondo limites de duas gerações para quem nasce no exterior.
Observações e contexto
Os dados consideram apenas nacionalidades obtidas por residentes no bloco, não incluindo pedidos realizados via consulado ou por vias judiciais no Brasil. As modalidades de acesso envolvem tempo de residência, casamento e direito de sangue, com regras variando entre os países.
As tendências de 2024 refletem, em parte, fluxos migratórios provocados por conflitos, crises econômicas e pressões sociais em diversas regiões. Padrões de ascensão ou queda de números devem ganhar novo alcance com mudanças legislativas em alguns países.
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