- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse, em postagem no X, que os EUA querem a rendição do Irã e citou desconfiança histórica entre os dois países.
- Pezeshkian afirmou que o Irã não se submete à força e que honrar compromissos é a base para qualquer diálogo.
- Delegações se preparam para negociar no Paquistão, com o vice-presidente americano JD Vance e o enviado especial Steve Witkoff entre os participantes, a caminho de Islamabad.
- O ex-presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã, dizendo que, se o cessar-fogo expirar, muitas bombas poderiam explodir.
- Segundo o The New York Times, a delegação iraniana deve viajar a Islamabad na terça-feira para uma nova rodada de negociações.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, criticou duramente os EUA nesta segunda-feira. Segundo ele, há uma desconfiança histórica em relação ao governo americano, e as sinalizações nos últimos dias teriam enviado a mensagem de que eles querem a rendição do Irã. A declaração foi feita em rede social estatal.
Pezeshkian afirmou que os iranianos não se submetem à força e que cumprir compromissos é a base de qualquer diálogo. O tom busca justificar uma postura firme do Irã diante das negociações em curso, sem abrir mão de seus interesses.
Desdobramentos diplomáticos
O vice-presidente americano, JD Vance, lidera uma delegação de negociadores que inclui o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner. O grupo se dirige ao Paquistão para uma rodada de negociações em Islamabad.
Segundo informações da imprensa estrangeira, uma delegação iraniana deve viajar a Islamabad na terça-feira para retomar as negociações. A assessoria de Washington não confirmou detalhes sobre a pauta.
Contexto internacional
As conversas ocorrem em meio a tensões regionais e a advertências americanas sobre o que poderia ocorrer se um cessar-fogo não for mantido. Um eventual rebaixamento de confrontos aparece como objetivo implícito dos responsáveis pela diplomacia.
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