- A Anistia Internacional publicou o relatório anual em Londres, dizendo que líderes de EUA, Rússia e Israel tentam impor uma nova ordem mundial e romper normas da era pós‑Guerra.
- O documento aponta homicídios extrajudiciais fora das fronteiras, ataques ilegais a Venezuela e Irã e ameaças à Groenlândia como exemplos de atuação desses governos.
- A secretária-geral Agnès Callamard chamou Donald Trump, Vladimir Putin e Binyamin Netanyahu de “predadores” em referência à estratégia de domínio econômico e violência global.
- O relatório critica a resposta internacional e menciona covardia na Europa, destacando Espanha e Eslovênia como exceções ao classificar a guerra em Gaza como genocídio.
- A AI acusa o enfraquecimento de instituições internacionais desde quarenta e oito, e elogia trabalhadores portuários europeus e ativistas americanos que se opõem às ações do ICE.
A Anistia Internacional (AI) publicou seu relatório anual em Londres nesta terça-feira, 21, chamando governos a reagirem à pretensa imposição de uma nova ordem mundial por líderes “predadores” de países como Estados Unidos, Rússia e Israel. A organização afirma que a influência desses governantes busca substituir normas estabelecidas após a Segunda Guerra Mundial.
No relatório, a AI sustenta que os Estados Unidos teriam cometido homicídios extrajudiciais fora de suas fronteiras, além de acusar o país de ataques ilegais contra Venezuela e Irã e de ameaçar a Groenlândia. Segundo a entidade, tais ações sinalizam uma estratégia de força em vez de diplomacia.
A secretária-geral da AI, Agnès Callamard, classificou Donald Trump, Vladimir Putin e Binyamin Netanyahu como representantes de uma agenda de predadores. Ela afirma que, em 2025, esses líderes teriam promovido uma lógica de domínio econômico associada a destruição e violência globais.
O relatório aponta ainda que o governo de Israel manteve ações que caracterizam genocídio na Gaza, mesmo após um acordo de cessar-fogo de outubro de 2025, sem resposta significativa da comunidade internacional. A AI acusa a comunidade internacional de covardia diante desses fatos.
Callamard pondera que a maioria dos Estados, organismos e sociedades civilistas demonstra resistência frágil a esse desafio, citando exceções europeias como Espanha e Eslovênia, que descrevem a guerra em Gaza como genocídio. A organização orienta rejeitar políticas de conciliação a qualquer custo.
A AI afirma que instituições internacionais enfrentaram ataques sem precedentes desde 1948, incluindo sanções a magistrados da Corte Penal Internacional e a retirada de Estados de tratados e painéis, como o IPCC. O relatório cita ainda ataques legais e estratégicos como exemplos dessa erosão jurídica.
Como contraste, a organização elogia ações de estivadores na Espanha, França e Marrocos que visam perturbar o envio de armas a Israel, além do envolvimento de cidadãos dos EUA que se posicionaram contra operações do serviço de imigração (ICE), mesmo correndo riscos.
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