- Brasileiro desaparece em Buenos Aires após encontro marcado por aplicativo na madrugada de 14 de abril; foi visto pela última vez após enviar o endereço de destino e comunicar que iria ao encontro às 3h57.
- O local indicado é a Avenida de Mayo, 748, no centro da capital argentina, a dois quarteirões da Praça de Maio e sete quadras do Congresso Nacional.
- A ausência de contato desde então motivou mobilização da Rede Solidária e divulgação nacional no dia 19 de abril, seis dias após o desaparecimento.
- A investigação é conduzida pela Polícia da Cidade de Buenos Aires; o Consulado do Brasil na capital argentina prestou assistência inicial aos amigos e familiares, sem conduzir a investigação.
- O fundador da Rede Solidária afirma que a atuação diplomática pode acelerar procedimentos, como análise de imagens e rastreamento de sinais telefônicos, com cooperação entre autoridades brasileiras e argentinas.
Danilo Neves Pereira, brasileiro de 35 anos, está desaparecido em Buenos Aires após sair para um encontro marcado por aplicativo na madrugada de 14 de abril. Ele informou a um amigo, por volta das 3h57, que iria se encontrar com alguém identificado como Ulysses e enviou o endereço: Avenida de Mayo, 748, no centro da capital argentina. Desde então, não houve contato.
A família e amigos relatam que Danilo mantinha comunicação frequente com pessoas no Brasil e na Argentina, mas interrompeu as mensagens ao sair para o encontro. A ausência de resposta é o elemento central das buscas, que procuram reconstituir os últimos passos do brasileiro.
O local indicado fica a dois quarteirões da Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, e a cerca de sete quadras do Congresso Nacional. A área é monitorada por câmeras, com intensa circulação de pessoas e de equipamentos de segurança.
Situação atual e empenho das buscas
A investigação está a cargo da Polícia da Cidade de Buenos Aires. O Consulado do Brasil na capital argentina informou que foi acionado e presta assistência inicial, orientando amigos e familiares a manter contato com as autoridades locais. O consulado ressalta que não conduz investigações.
Segundo o idealizador da Rede Solidária, a atuação diplomática pode acelerar apurações como a análise de imagens e o rastreamento de sinais telefônicos. A Rede Solidária é a principal organização civil que atua na busca por pessoas desaparecidas na Argentina.
Danilo é natural de Goiás, professor de inglês há 17 anos e já atuou no Centro de Línguas da Universidade Federal de Goiás. É mestre pela UFG e doutorando em Linguística Aplicada na UFRJ, morando em Buenos Aires há seis meses. Além da vida acadêmica, dedica-se à escrita e à produção artística.
A Rede Solidária registra cerca de 14 mil notificações anuais de desaparecimentos na Argentina, com a maioria dos casos solucionados em dias. Familiares aguardam novas informações sobre o paradeiro de Danilo.
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