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China zerou tarifas sobre produtos de países africanos

China zerará tarifas para produtos de 53 países africanos a partir de maio, ampliando acesso ao mercado e fortalecendo laços econômicos com a África

Decisão entra em vigor em maio e abrange 53 países africanos, com foco em comércio, investimentos e integração econômica
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  • A China zerará tarifas sobre todos os produtos importados de 53 nações africanas a partir de 1º de maio, ampliando o acesso ao seu mercado.
  • A medida busca aprofundar laços econômicos com a África e fortalecer cadeias de suprimentos, diante do protecionismo global.
  • A iniciativa amplia a política de dezembro de 2024, que já concedia tratamento tarifário zero a países menos desenvolvidos, incluindo 33 nações africanas, para todos os países africanos com relações diplomáticas.
  • Pequim negociará acordos de parceria econômica com foco em facilitar o comércio, crescimento inclusivo e resiliência da cadeia de suprimentos, conforme regras da Organização Mundial do Comércio.
  • Já houve avanço com o Quênia, que firmou em 27 de março um acordo de comércio e financiamento de infraestrutura com acesso livre de impostos a exportações quenianas a partir de maio; o comércio entre China e África somou US$ 314,4 bilhões nos primeiros 11 meses de 2025, alta de 17,8% frente a 2024.

A China zerará tarifas sobre todos os produtos importados de 53 nações africanas a partir de 1º de maio de 2026, ampliando o acesso ao seu vasto mercado. A medida busca fortalecer laços econômicos com o continente e tornar as cadeias de suprimentos mais resilientes diante do protecionismo global.

A iniciativa se baseia em política anunciada em dezembro de 2024, que já concedeu tratamento tarifário zero a países menos desenvolvidos, incluindo 33 africanos. A expansão amplia o benefício a todos os países africanos com relações diplomáticas com a China.

A proposta ganhou impulso após Xi Jinping sugerir, em 2025, isenções tarifárias abrangentes durante um fórum, visando novos acordos de parceria econômica para desenvolvimento comum. O Ministério do Comércio negocia acordos para facilitar o comércio, com foco em inclusão e resiliência.

Progresso e acordos já em curso

Em 27 de março, Quênia e China assinaram um acordo de comércio e financiamento de infraestrutura que assegura acesso livre de impostos para exportações quenianas como chá, café e abacate a partir de maio. Ruto destacou o potencial econômico da cooperação.

Dados oficiais indicam que a China mantém o papel de maior parceiro comercial da África há 16 anos. Nos 11 meses de 2025, o comércio bilateral alcançou US$ 314,4 bilhões, alta de 17,8% ante o ano anterior.

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