- Cuba confirmou, nesta segunda-feira, que recentemente manteve conversas com autoridades dos Estados Unidos em Havana, em encontro classificado como respeitoso.
- Segundo Alejandro García, diretor de assuntos bilaterais Cuba–Estados Unidos, participaram secretários adjuntos do Departamento de Estado dos EUA e, pela parte cubana, o vice‑ministro das Relações Exteriores.
- O Axios informou que as reuniões ocorreram no dia 10 de abril em Havana e que Washington teria apresentado várias exigências, incluindo a libertação de presos políticos.
- A chancelaria cubana negou as afirmações da Axios, dizendo que nenhuma das partes estabeleceu prazos ou exigências coercitivas, e que o intercâmbio foi respeitoso e profissional.
- A eliminação do cerco energético foi apontada como tema de máxima prioridade pela delegação cubana, que descreveu as negociações como um tema sensível tratado com discrição.
Em Havana, Cuba confirmou nesta segunda-feira (20) ter realizado conversas com autoridades dos Estados Unidos “recentemente” em uma reunião classificada como respeitosa e profissional. A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores cubano.
Segundo Alejandro García, diretor de assuntos bilaterais Cuba-EUA, participaram das discussões secretários adjuntos do Departamento de Estado dos EUA e, pela parte cubana, um vice-ministro das Relações Exteriores. Houve intercâmbio entre as delegações sem prazos ou exigências coercitivas.
A revelação contrasta com reportagem da Axios, também publicada na sexta-feira, citando um funcionário do Departamento de Estado americano. O artigo afirma que, em 10 de abril, houve várias reuniões em Havana com representantes cubanos, incluindo Raúl Guillermo Rodríguez Castro.
Ainda segundo García, a eliminação do cerco energético é tema de alta prioridade para Cuba e o processo é tratado com discrição. As conversas ocorrem em meio a tensões entre os governos, que se intensificaram desde o início de 2024, com a política de pressão dos EUA.
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