- O Irã avalia participar de negociações de paz com os EUA no Paquistão, mas ainda não tomou uma decisão.
- Uma autoridade iraniana disse que as violações do cessar-fogo pelos EUA são um obstáculo para o processo diplomático.
- O Paquistão está trabalhando para encerrar o bloqueio americano aos portos iranianos e viabilizar a participação do Irã.
- O cessar-fogo de duas semanas vence ainda nesta semana, aumentando a incerteza sobre o desfecho das negociações.
- A interceptação de um navio iraniano pelos EUA e tensões no Estreito de Ormuz alimentam temores de retaliação e impacto no petróleo.
O Irã avalia participar de negociações de paz com os Estados Unidos no Paquistão, segundo uma autoridade iraniana não identificada, citada pela Reuters. A manobra ocorre perto do fim de um cessar-fogo de duas semanas.
O governo paquistanês trabalha para romper o bloqueio dos EUA aos portos iranianos, visto como condição para Teerã retomar as tratativas diplomáticas. O cessar-fogo está perto de expirar.
A autoridade iraniana disse que o país analisa a participação, mas ainda não tomou decisão. Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores, citou violações do cessar-fogo pelos EUA como entrave.
Cenário diplomático em Islamabad
Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento, criticou o presidente Donald Trump por pressão via bloqueio e violações do cessar-fogo. Ele disse que negociações não devem ocorrer sob ameaça.
O cessar-fogo, iniciado há duas semanas, envolve conflitos que já causaram mortes. O acordo também afeta a economia global e mercados de energia, com temores de alta de preços do petróleo.
Ataques recentes ampliaram a incerteza. Washington afirmou ter apreendido um navio de carga iraniano que tentava fugir do bloqueio, motivando retaliação de Teerã.
Risco de desfecho rápido
Trump disse nas redes sociais que o acordo nuclear de 2015 pode ser superado por um acordo mais completo. O presidente norte-americano indicou progresso rápido, sem detalhar prazos.
A relação entre boa parte da coalizão de governo dos EUA e o Irã permaneceu tensa, mesmo com a mediação paquistanesa. O canal de comunicação envolve autoridades de alto nível em Teerã, Washington e Islamabad.
Contexto operacional
O Estreito de Ormuz continua sob controle iraniano, após interromper temporariamente o trânsito de navios. O deslocamento de petróleo ficou reduzido, elevando preocupações entre compradores globais.
Na região, fuzileiros dos EUA abordaram um navio iraniano perto de Bandar Abbas. O vídeo divulgado pelo Comando Central mostra operações de desembarque, sob suspeita de itens de uso militar.
China expressou preocupação com a interceptação forçada e pediu retomada do trânsito pelo estreito. Xi Jinping solicitou resolução diplomática por meio de canais diplomáticos.
Preparativos logísticos
O Paquistão mobilizou cerca de 20 mil agentes de segurança para sediar as negociações. A cidade de Islamabad se prepara diante da incerteza sobre a continuidade das negociações.
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