- Elon Musk foi convocado para depor em Paris, nesta segunda-feira, 20, em uma investigação sobre o X e o chatbot Grok.
- A apuração envolve possível extração indevida de dados, além de suspeitas de distribuição de pornografia infantil e de deepfakes sexuais pelo Grok.
- A audiência é obrigatória, mas, no momento, as autoridades não podem compelir a participação de Musk; ele nega as acusações e chama a investigação de política.
- Linda Yaccarino, ex-CEO do X, e outros funcionários do X foram intimados como testemunhas.
- O caso pode agravar as tensões entre Estados Unidos e Europa sobre big techs e liberdade de expressão; o Department of Justice americano enviou carta à promotoria de Paris, segundo o The Wall Street Journal, o que a promotoria disse não conhecer.
Elon Musk foi convocado para depor diante promotores franceses nesta segunda-feira (20), em Paris. A audiência faz parte de uma investigação sobre o X e o chatbot Grok, com foco em uso de dados e possíveis irregularidades na moderação de conteúdo.
O inquérito começou após buscas no escritório francês do X, em fevereiro, ligadas à possível extração indevida de dados. A apuração foi ampliada para suspeitas de cumplicidade na distribuição de pornografia infantil e na criação de deepfakes sexuais pelo Grok.
Embora a presença seja obrigatória, autoridades não podem forçar o comparecimento neste estágio. Musk afirmou, em julho, que a investigação tinha motivação política. A promotoria de Paris não comentou o assunto. Linda Yaccarino também foi intimada como testemunha.
Detalhes da investigação
O foco é verificar se os algoritmos do X distorceram a classificação de conteúdos e se houve extração de dados de usuários, segundo denúncias de legisladores e grupos de defesa franceses.
Fontes ouvidas pela imprensa indicam que o Departamento de Justiça dos EUA enviou uma carta à promotoria de Paris sugerindo não cooperação, por considerar a apuração politicamente motivada. A promotoria disse não ter conhecimento da carta.
O X tem enfrentado escrutínio global desde a compra da plataforma por Musk, com auditorias sobre moderação, dados e conformidade com leis locais. Nacho de que a audiência pode resultar em arquivamento ou em continuidade da apuração.
As autoridades francesas reiteraram a importância da separação de poderes e da independência do judiciário. A audiência ocorre em meio a tensões entre EUA e Europa sobre grandes techs e liberdade de expressão.
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