- O delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, da Polícia Federal, atuava junto ao ICE e foi expulsado dos EUA por suposta manipulação do sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição.
- A medida foi anunciada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental e pela Embaixada dos EUA no Brasil.
- Ramagem foi detido pelo ICE na Flórida, após abordagem por infração de trânsito, com o passaporte diplomático cancelado pela Câmara em 2025.
- Ele foi liberado dois dias depois e agradeceu a aliados da alta cúpula da administração dos Estados Unidos.
- Ramagem é ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, condenado a 16 anos pelo STF em relação a um suposto golpe; está foragido desde setembro de 2025 e figura na lista da Interpol com pedido de extradição.
Um delegado brasileiro que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) nos Estados Unidos deverá deixar o país após ser acusado de manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas. A decisão foi anunciada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA, com nota da Embaixada norte-americana no Brasil ao fim da tarde desta segunda-feira (20).
Segundo a TV Globo, o funcionário expulsado é Marcelo Ivo de Carvalho, delegado da Polícia Federal que operava com o ICE em solo americano. A emissora confirmou a identificação com as autoridades americanas. Outras organizações divulgam informações semelhantes, mas ainda não houve manifestações formais do Itamaraty ou da PF.
Ramagem foi detido pelo ICE na Flórida na semana passada
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, ligado ao PL do Rio de Janeiro, ficou dois dias em centro de detenção do ICE nos EUA. A prisão ocorreu na última segunda-feira (13), em Orlando, após abordagem por infração de trânsito, com a verificação de passaporte diplomático inválido, cassado pela Câmara em dezembro de 2025.
Ramagem deixou o país pela fronteira entre Roraima e a Guiana antes do encerramento da ação transitada em julgado. Desde setembro de 2025, ele é considerado foragido pela Justiça brasileira, o que levou à inclusão do seu nome na lista da Interpol e a um pedido de extradição.
Ex-diretor da ABIN, Ramagem foi condenado pela Primeira Turma do STF a 16 anos de cadeia no âmbito de um suposto plano de golpe de Estado. Após a detenção, ele foi liberado em dois dias e agradeceu publicamente a aliados e à alta cúpula da administração de sua base de apoio nos EUA, segundo relatos das autoridades.
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