- Os Estados Unidos ordenaram que o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho deixe o país; a medida foi anunciada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental.
- A ação ocorre no contexto da prisão de Alexandre Ramagem, ex-deputado, pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE); Ramagem foi condenado na operação relacionada à trama golpista e é considerado foragido.
- A embaixada dos EUA no Brasil afirmou que nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e perseguições políticas, pedindo a saída do funcionário brasileiro.
- A Polícia Federal não se manifestou sobre o assunto; Ramagem foi preso pelo ICE na segunda-feira e solto dois dias depois, com a PF destacando cooperação com as autoridades americanas.
- O caso envolve pedidos de extradição em análise pelo Departamento de Estado dos EUA; o Ministério da Justiça já iniciou o pedido, conforme determinação anterior do relator Alexandre de Moraes.
Os EUA ordenaram que Marcelo Ivo de Carvalho, delegado da Polícia Federal, deixe o território americano. A medida envolve o funcionário ligado à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, conforme comunicado do ICE.
A decisão foi anunciada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo dos Estados Unidos. A embaixada dos EUA no Brasil informou por meio de publicação no X que o delegado deve sair do país.
Segundo a PF, a prisão de Ramagem ocorreu em cooperação com autoridades americanas. A corporação informou que Ramagem é considerado foragido após condenação por crimes ligados a organização criminosa, golpe de Estado e violação do Estado de Direito.
Contexto e desdobramentos
Ramagem foi preso pelo ICE na segunda-feira (13) e solto dois dias depois. A PF havia destacado, na época, que a operação contou com colaboração entre as polícias brasileira e americana.
O ex-deputado permaneceu fora do Brasil após a tramitação processual. O STF já tinha condenado Ramagem na ação relacionada à tentativa de golpe; o ex-parlamentar teve o retorno ao Brasil sob análise de extradição pelos EUA.
O relator do caso, Alexandre de Moraes, determinou que o Ministério da Justiça iniciasse o pedido de extradição, que hoje tramita no Departamento de Estado dos EUA. As autoridades brasileiras aguardam o parecer final.
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