- Reunião entre EUA e Cuba em Havana ocorreu em 10 de abril, supervisionada pelo secretário de Estado Marco Rubio.
- Ambos os países afirmaram que o encontro tratou de reformas na economia cubana em meio à crise energética e ao embargo de petróleo dos EUA.
- A delegação americana disse que a economia cubana está em queda livre e existe uma pequena janela para reformas apoiadas pelos EUA antes que a situação piore.
- Entre as propostas norte-americanas estão permitir terminais de internet Starlink, indenização por bens confiscados, libertação de presos políticos e maiores liberdades políticas; há preocupação com influência de potências estrangeiras.
- O avião da delegação foi a primeira aeronave do governo dos EUA a pousar em solo cubano desde 2016 (excluindo Guantánamo); a reunião foi considerada respeitosa, sem prazos ou declarações ameaçadoras, com participação cubana no nível de vice‑ministro.
Autoridades dos EUA e de Cuba confirmaram nesta segunda-feira 20 que houve uma reunião em Havana, no dia 10 de abril, para tratar de reformas na economia cubana. O encontro ocorreu sob supervisão do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A divulgação veio após reportagens do Axios.
A reunião ocorreu em meio à crise energética em Cuba e ao embargo americano que afeta o fornecimento de petróleo. Segundo a comitiva norte-americana, a discussão enfatizou a necessidade de reformas econômicas com apoio dos EUA, antes que a situação piore.
De Havana, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba informou que o encontro foi conduzido de forma respeitosa e não houve prazos nem declarações hostis. Um dos objetivos citados foi reduzir o embargo energético, conforme a delegação cubana.
Propostas norte-americanas incluíram permitir a instalação de terminais Starlink no país, acordos de indenização por bens confiscados e maior abertura política. Também se discutiu a libertação de presos políticos e maior liberdade de expressão.
Segundo a parte cubana, representantes de nível vice-ministro das Relações Exteriores participaram de uma conversa que não detalhou nomes. Além disso, houve reunião separada entre autoridades americanas e Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, que atua como figura influente no governo cubano.
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