- O governo dos Estados Unidos pediu que o delegado da Polícia Federal no Texas, Marcelo Ivo de Carvalho, deixe o país após sua participação na detenção de Alexandre Ramagem.
- O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado classificou a atuação como uma tentativa de “manipular” o sistema de imigração para tentar extraditar Ramagem.
- Ramagem vive nos Estados Unidos desde o ano passado e é considerado foragido pela justiça brasileira; ele foi condenado a dezesseis anos de prisão pelo STF em setembro de 2025.
- A PF informou que Carvalho teria repassado dados de localização de Ramagem a autoridades de imigração dos Estados Unidos, o que teria contribuído para a detenção temporária dele pela ICE.
- A saída de Carvalho foi confirmada pela BBC News Brasil e pelo portal Metrópoles; a apuração interna dos EUA investiga se houve tentativa de burlar o processo de extradição.
O governo dos Estados Unidos solicitou que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ligação da Polícia Federal na Flórida, deixe os EUA. A medida ocorre após a atuação dele na cooperação que levou à detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem, na semana passada. Ramagem vive nos EUA desde o ano passado e é considerado foragido pela Justiça brasileira.
Segundo informações, a detenção de Ramagem ocorreu por meio de cooperação entre as autoridades brasileiras e o ICE, órgão de imigração dos EUA. A ação resultou na prisão do ex-deputado e, dias depois, na sua soltura devido a pressões de apoiadores no exterior. A decisão gerou apuração interna nos EUA para entender a extensão da cooperação.
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão pelo STF em setembro de 2025. A sentença integra a mesma ação penal que condenou Jair Bolsonaro por crimes de organização criminosa e tentativa de golpe. Ele foi presidente da Abin e teve o mandato cassado em dezembro, após a condenação. A PF informou que o oficial brasileiro repassou dados sobre o paradeiro de Ramagem a autoridades de imigração dos EUA.
Desenvolvimento da apuração e contexto
A apuração interna anunciada pelas autoridades norte-americanas visa esclarecer se houve tentativa de contornar pedidos formais de extradição. O Departamento de Estado e o Departamento de Segurança Interna devem esclarecer responsabilidades nesse caso. A PF e o Ministério das Relações Exteriores foram questionados, mas não há respostas divulgadas até o momento.
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