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Irã ameaça diante do impasse sobre cessar-fogo com EUA e Israel

Irã afirma ter novas cartas no campo de batalha caso cessar-fogo com EUA e Israel não seja prorrogado, à véspera do fim do acordo

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf
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  • O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que Teerã pode apresentar “novas cartas” caso a guerra com EUA e Israel seja retomada, perto do fim do cessar-fogo de duas semanas.
  • Ghalibaf afirmou, em X, que o Irã não aceita negociações sob ameaça e que tem se preparado para ações no campo de batalha.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo termina na noite de quarta-feira, 22 de abril, e que é improvável uma prorrogação sem acordo entre as partes.
  • O cessar-fogo começou na noite de 7 de abril e deveria durar duas semanas, com expiração prevista para a noite de 21 de abril.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, indicou que Teerã tem novas cartas caso a guerra com EUA e Israel seja retomada, poucos dias antes do fim do cessar-fogo de duas semanas.

Ghalibaf afirmou, em postagem na rede X, que o Irã não aceitará negociações sob ameaça e que, nos últimos 14 dias, houve preparo para ações no campo de batalha. A declaração reforça o tom de pressão diplomática regional.

Pelo lado americano, o presidente Donald Trump disse à Bloomberg que o cessar-fogo encerra na noite de quarta-feira, dia 22 de abril, e que não deve haver prorrogação sem acordo entre as partes. As informações foram veiculadas nesta segunda-feira.

O cessar-fogo, intermediado para evitar nova escalada, começou na noite de 7 de abril e tinha validade prevista de duas semanas, com término marcado para 21 de abril. As negociações envolvem EUA, Irã e Israel, com observadores internacionais citados como parte do acompanhamento.

Contexto do cessar-fogo

Segundo a AFP, o acordo visa reduzir hostilidades entre as partes, mas as recentes declarações indicam tensões contínuas no cenário regional e dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo caso não haja concessões a partir de próximo posicionamento.

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