- O Irã afirma que não abrirá mão do controle sobre o Estreito de Ormuz, definindo o direito de passagem como uma decisão iraniana.
- O parlamentar Ebrahim Azizi, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, disse à BBC que um projeto de lei está sendo elaborado para institucionalizar esse controle no parlamento.
- O projeto será baseado no artigo cento e dez da constituição e envolve meio ambiente, segurança marítima e segurança nacional, com as forças armadas para implementá-lo.
- Azizi disse que o controle de Ormuz é um ativo estratégico para enfrentar o inimigo, não apenas uma carta de negociação no conflito atual.
- A posição iraniana contrasta com avaliações dos Emirados Árabes Unidos, que classificaram o controle como pirataria hostil; o cessar-fogo previa abertura do estreito, com os EUA mantendo o bloqueio naval aos portos iranianos.
O Irã afirma que jamais abrirá mão do controle sobre o Estreito de Ormuz. O pronunciamento foi feito pelo parlamentar sênior Ebrahim Azizi, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica e atual presidente do Comitê de Segurança Nacional e Política Externa do parlamento, em entrevista à BBC. Azizi destacou que o Irã decidirá o direito de passagem, incluindo permissões para embarcações, e citou o estreito como ativo estratégico.
O parlamentar revelou que está em preparação um projeto de lei para institucionalizar esse controle, com base no artigo 110 da constituição. Segundo Azizi, a proposta envolve questões ambientais, de segurança marítima e nacional, com as forças armadas responsáveis pela implementação. O objetivo, disse, é tornar o controle um componente de poder de longo prazo diante de tensões regionais.
Movimento de lei e posicionamento do Irã
Azizi descreveu a postura como parte de uma estratégia para enfrentar o que classifica como agressões externas, ressaltando que o tema ultrapassa negociações pontuais. A fala do congressista ocorre em meio a críticas de países do Golfo, que veem a ação iraniana como potencial precedente para outras rotas marítimas estratégicas.
Reação regional
A posição iraniana recebeu críticas do Catar e dos Emirados Árabes Unidos, que afirmam que o controle poderia aumentar tensões. O conselheiro diplomático dos EAU, Anwar Gargash, chamou a medida de ato hostil e alertou para riscos de precedentes perigosos. Azizi afirmou que regiões vizinhas teriam vendido sua cooperação aos EUA e acusou Washington de agir como o maior pirata, sem reconhecer contrapartidas.
Contexto atual
O Irã declarou o Estreito aberto ao tráfego comercial em meio a um cessar-fogo vigente até a próxima quarta-feira. Nos bastidores, houve relatos de apreensão de uma embarcação com bandeira iraniana por parte dos EUA, com promessas de retaliação iraniana em retaliação a ações recentes. O cessar-fogo, entretanto, não alterou o debate sobre o controle estratégico do estreito.
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