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Kim Jong Un testa míssil com dispersão de centenas de explosivos

Teste com munições de fragmentação aumenta risco a civis por submunições não detonadas e aproxima Seul e instalações dos EUA do alcance norte-coreano

Kim Jong-un e filha visitam fábrica de munições na Coreia do Norte
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  • A Coreia do Norte lançou mísseis balísticos de curto alcance para testar munições de fragmentação, sob supervisão de Kim Jong-un.
  • Cinco projéteis foram disparados contra uma área-alvo a cerca de 136 quilômetros do ponto de lançamento.
  • A manobra é vista como crescimento das tensões, com Seul e Estados Unidos mantendo postura de defesa firme e prometendo resposta esmagadora a provocação.
  • As munições de fragmentação espalham dezenas a centenas de submunições; muitas não detonam de imediato, gerando risco para civis e áreas povoadas.
  • Nem Coreia do Norte nem Coreia do Sul assinaram a Convenção de Oslo de 2008, que proíbe o uso e a produção de munições de fragmentação.

Coreia do Norte testa míssis balísticos com fragmentação; Seul acusa provocações e exige fim das ações.

A Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos de curto alcance para testar munições de fragmentação, segundo a KCNA. O lançamento ocorreu no último domingo, sob a supervisão de Kim Jong-un, e envolve o teste de ogivas de bombas de fragmentação.

Segundo a KCNA, cinco projéteis foram disparados contra uma área-alvo a cerca de 136 quilômetros do local de lançamento, a partir de Sinpo, no leste do país. Kim expressou satisfação com os resultados do teste.

Especialistas citados por analistas sul-coreanos sugerem que o alcance do sistema aponta para a capacidade de atingir Seul e instalações dos EUA, elevando o peso estratégico das munições testadas. Observadores destacam que o teste parece aproximar o sistema da implantação operacional.

A Coreia do Sul pediu o fim das provocações norte-coreanas e afirmou manter postura de defesa firme, em parceria com os Estados Unidos. O governo sul-coreano reforça que Pyongyang deve interromper as ações que elevam a tensão na região.

Além disso, a Casa Branca mantém cerca de 28 mil soldados na Coreia do Sul para defesa contra ameaças do Norte. Washington tem histórico de fornecer munições de fragmentação a outros países, sob críticas de direitos humanos.

A imprensa sul-coreana relata que o regime realiza, nos últimos meses, uma série de testes envolvendo mísseis balísticos, cruzeiros e munições de fragmentação. Analistas observam que o Norte pode estar acelerando a modernização de suas forças.

Enquanto isso, autoridades sul-coreanas reiteram que não há sinal de retorno imediato a negociações, e ajudam a entender a continuidade das provocações como parte de uma estratégia de dissuasão regional.

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