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Lula chama bloqueio a Cuba de ideológico e vergonha mundial

Lula chama bloqueio a Cuba de “vergonha mundial” e defende solução diplomática, criticando intervenções militares e pressões internacionais sobre o G20

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fala à imprensa depois de uma reunião bilateral, na Alemanha, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz (CDU, centro-direita
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  • Lula afirmou, em Hannover, que é contra intervenção militar em Cuba e voltou a criticar invasões na Ucrânia, Gaza, Venezuela e Irã, durante coletiva ao lado do chanceler alemão.
  • Disse que o embargo dos Estados Unidos é “vergonha mundial” e que Cuba sofre com um bloqueio de setenta anos, ideológico.
  • O Brasil acompanha a situação por meio da embaixada em Havana e já enviou medicamentos e alimentos, estudando ampliar a cooperação humanitária.
  • O presidente pediu reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e afirmou que nenhum país deve ser excluído de fóruns multilaterais, citando a participação de Ramaphosa no G20.
  • Em Hannover, foram fechados acordos em defesa, IA, tecnologias quânticas, bioeconomia e eficiência energética; Alemanha anunciouse contribuição de 500 milhões de euros ao Fundo Clima e o Mercosul–União Europeia entra em vigor em 1º de maio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (20.abr.2026), em Hannover, Alemanha, que é contra qualquer intervenção militar em Cuba e criticou conflitos internacionais. A declaração ocorreu durante coletiva ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz.

Lula classificou o embargo americano a Cuba como uma vergonha mundial, destacando que o bloqueio de 70 anos impede a ilha de decidir seu destino. Ele citou também Venezuela, Ucrânia, Gaza e Irã como exemplos de intervenções que rejeita.

O petista ressaltou que o Brasil acompanha a situação por meio da embaixada em Havana e mencionou envio de medicamentos e alimentos, além de estudar ampliar a cooperação humanitária.

Pathos diplomático e soluções

Merz afirmou que não há justificativa para intervenção em Cuba e defendeu soluções diplomáticas. O chanceler destacou que mudanças políticas devem ocorrer por meios pacíficos e lembrou impactos econômicos de conflitos, especialmente no setor de energia.

Lula também tratou de outras questões de segurança global, defendendo solução negociada para a Ucrânia e destacando a necessidade de evitar escaladas na região do Oriente Médio, com ênfase na situação de Gaza e na instabilidade no Líbano.

O presidente citou pressões sobre países do G20, defendendo participação ampla. Comentou a exclusão da África do Sul do encontro de 2026 e afirmou que Ramaphosa deveria estar presente, mesmo diante de Trump. Disse que o G20 não pertence a uma única nação.

Avanços da agenda bilateral

Durante a coletiva, Lula pediu reforma do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que não pode ser privilégio de poucos países que não evitam guerras. O encontro resultou em acordos nas áreas de defesa, IA, tecnologias quânticas, bioeconomia e eficiência energética.

A Alemanha anunciou contribuição de 500 milhões de euros ao Fundo Clima. A expectativa é a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia em 1º de maio, como parte da agenda da viagem. Lula está em Hannover com 14 ministros.

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