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Lula critica Trump no G20 sobre Irã e Cuba

Lula intensifica críticas a Trump no G20, defende Ramaphosa e Cuba e reitera prioridade a paz, reforma da ONU e acordo Mercosul-UE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Alemaha | Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz em Hannover, acentuou críticas a Trump sobre G20, Venezuela, Irã, Cuba e o veto à África do Sul na cúpula de Miami.
  • Disse que Ramaphosa deve ir à cúpula e que Trump não pode impedir a participação, ressaltando que a África do Sul é membro fundador do G20.
  • Alertou que o presidente dos Estados Unidos pode expulsar outros países do G20, lembrando que o bloco é de discussões econômicas, não um conselho de paz.
  • Reafirmou oposição ao bloqueio americano a Cuba, classificando-o como violação da integridade territorial e uma “vergonha mundial” com motivação ideológica.
  • Reforçou o apoio ao acordo Mercosul-Unidade Europeia e destacou testes de biodiesel brasileiro, buscando ampliar a cooperação tecnológica e energética entre Brasil e Alemanha.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom nas críticas a Donald Trump durante declaração à imprensa em Hannover, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz. Lula reiterou posições contrárias à invasão da Venezuela, à guerra no Irã, ao bloqueio a Cuba e à possível exclusão da África do Sul da reunião do G20 nos EUA. A entrevista ocorreu nesta segunda-feira, na Alemanha.

Lula afirmou que o país sul-africano, membro fundador do G20, não pode ser impedido de participar da cúpula de Miami, marcada para dezembro. Segundo o presidente, Ramaphosa é participante nato e deve comparecer, independentemente de determinações de Trump. O tom da fala reforçou a defesa de participação sul-africana no encontro.

O brasileiro ressaltou que o apoio do governo Merz é essencial e alertou para o risco de o G20 expulsar outros países. Lula descreveu o G20 como fórum de questões econômicas, não de decisões sobre participação, enfatizando neutralidade no tema.

G20, Cuba e Irã

Ao tratar de Cuba, Lula criticou o embargo econômico americano e o considerou uma violação da integridade territorial das nações, chamando a política de Cuba de justificativa ideológica. Sobre o Irã, ele pediu a continuidade de negociações e enfatizou a necessidade de multilateralismo para a paz.

Em Hannover, o presidente ressaltou a importância de reformas no Conselho de Segurança da ONU, apontando que a humanidade vive momentos de tensões globais. Ele disse que Brasil e Alemanha buscam paz, diálogo multilateral e desenvolvimento, em contraponto a políticas de destruição.

Biocombustíveis, Mercosul-UE e agenda europeia

Lula e Merz defenderam a implementação plena do acordo Mercosul-UE, destacando apoio alemão para a aprovação do tratado. O chanceler ressaltou benefícios tecnológicos, econômicos e de cooperação entre Brasil e Alemanha no acordo.

O presidente citou o biocombustível brasileiro como exemplo de sustentabilidade, afirmando que o combustível renovável apresenta menores emissões que os fósseis. Ele comentou planos de demonstrar na imprensa alemã a utilização de biodiesel brasileiro em caminhões locais.

Lula também sinalizou a intenção de tornar o Brasil referência em energia renovável, chegando a comparar o país a uma espécie de “Arábia Saudita dos combustíveis renováveis”. A agenda inclui, ainda, visita à fábrica da Volkswagen em Wolfsburg.

A viagem segue com uma passagem por Portugal, prevista para esta terça-feira, para encerrar a atual etapa europeia do itinerário.

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