- Elon Musk não compareceu à oitiva voluntária convocada pela Justiça francesa para depor sobre o X.
- A investigação, que começou em janeiro de 2025, mira o algoritmo da plataforma e o uso do assistente de IA Grok para gerar conteúdo ilegal.
- A ex-diretora-geral Linda Yaccarino também havia sido convocada; outros funcionários do X foram chamados como testemunhas.
- A promotoria afirmou que a ausência não atrasa as investigações e que não há possibilidade de força para obrigar o comparecimento.
- O caso faz parte de um movimento internacional contra o Grok, com investigações na União Europeia; Pavel Durov, cofundador do Telegram, deixou apoio a Musk.
O bilionário Elon Musk não compareceu nesta segunda-feira, 20, a uma oitiva voluntária solicitada pela Justiça francesa. A sessão faz parte de uma investigação sobre a atuação da rede social X, controlada por Musk, na França. A promotoria de Paris confirmou a ausência, sem citar Musk nominalmente.
A oitiva, convocada em fevereiro, ocorreu após buscas realizadas nos escritórios da X em Paris. O inquérito, iniciado em janeiro de 2025, mira supostas falhas do algoritmo da plataforma e o uso do assistente de IA Grok para gerar conteúdo potencialmente ilegal.
Linda Yaccarino, ex-diretora-geral da X, também havia sido convocada para depoimento voluntário. Outros funcionários da empresa foram chamados como testemunhas, segundo a promotoria. A investigação já envolve acusações de crimes cibernéticos e violação de normas digitais.
A defesa da plataforma nega irregularidades e classifica a ação como abusiva. A promotoria informou que a ausência de Musk e de Yaccarino não impede o andamento das apurações, e que não pode usar força para obrigar o comparecimento.
Investigações sobre o Grok ganham relevância internacional. O assistente de IA é apontado como responsável por gerar conteúdos sexualizados e desinformação, em especial imagens com características indevidas de mulheres e crianças.
Relatos apontam que milhares de imagens sexualizadas teriam sido geradas em curto espaço de tempo, levando a ações regulatórias em diferentes blocos. No fim de janeiro, a União Europeia abriu também uma investigação sobre o Grok.
Pavel Durov, cofundador do Telegram, manifestou apoio a Musk nesta segunda-feira. O executivo, que também é alvo de investigações na França, criticou o uso de investigações criminais para restringir a liberdade de expressão, segundo mensagens divulgadas nas redes.
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