- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Friedrich Merz fizeram coletiva em Hanôver, destacando a cooperação Brasil-Alemanha e o acordo entre Mercosul e União Europeia, que entra em vigor em 1º de maio.
- O acordo cria uma zona de 720 milhões de consumidores e foi fortemente defendido pela Alemanha na etapa final das negociações.
- Lula ressaltou que a Alemanha é a terceira economia mundial e um dos maiores investidores diretos no Brasil, com intercâmbio de US$ 21 bilhões.
- O presidente criticou medidas de proteção da União Europeia, embora tenha defendido políticas de descarbonização e conservação ambiental, apontando inadequações de métricas e regras multilaterais.
- A agenda inclui visita a uma fábrica da Volkswagen, após participação no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, com expectativa de ampliar cooperações em tecnologia, IA, economia circular e energia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler alemão, Friedrich Merz, conduziram uma coletiva em Hanôver nesta segunda-feira (20), destacando a parceria entre Brasil e Alemanha e o acordo entre Mercosul e União Europeia, que entra em vigor em 1º de maio. A agenda incluiu a visita à Feira Industrial de Hanôver e ao Encontro Econômico Brasil-Alemanha, além da visita a uma fábrica da Volkswagen.
Em discurso conjunto, Lula ressaltou a importância de cooperações em defesa, IA, tecnologias quânticas, infraestrutura, economia circular, eficiência energética, bioeconomia, pesquisa oceânica e climática. O presidente enalteceu o peso da Alemanha como terceira maior economia e principal investidor direto no Brasil, com intercâmbio de cerca de 21 bilhões de dólares.
Ainda durante a fala, Lula comentou o apoio de Berlim ao acordo Mercosul-UE, reconhecendo quase 25 anos de negociações. A assinatura e a futura vigência do acordo foram apresentadas como marco para ampliar a cooperação entre as partes, abrangendo áreas além do livre comércio.
Merz, por sua vez, reforçou o papel do acordo na cooperação tecnológica, de IA, economia circular, agricultura e energia, destacando o reforço de laços entre os dois países com a entrada em vigor do tratado.
O chanceler alemão também mencionou o engajamento do Brasil na agenda multilateral, enfatizando uma ordem internacional baseada em regras e reformas da ONU como prioridades. Lula, por sua vez, apontou riscos de conflitos internacionais e defendeu uma atuação diplomática fortalecida.
A visita de Lula a Hanôver faz parte da segunda etapa da viagem, com a meta de assinar acordos estratégicos e ampliar o comércio que movimentou mais de 20 bilhões de dólares em 2025. A programação contempla ainda uma passagem pela fábrica da Volkswagen.
No domingo (19), a dupla participou da cerimônia de abertura da Feira de Hanôver, após um encontro privado no Palácio Herrenhausen. O roteiro europeu termina em Lisboa, na próxima terça-feira (21), com encontros com autoridades portuguesas.
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