- A segunda rodada de negociações entre Israel e Líbano será nesta quinta-feira, em Washington, segundo vários veículos da mídia israelense.
- O presidente libanês, Joseph Aoun, nomeou Simon Karam, ex-embaixador dos EUA, para liderar as negociações bilaterais.
- A presidência libanesa afirma que o objetivo é interromper as hostilidades, pôr fim à ocupação israelense do sul e mobilizar o Exército até as fronteiras sul reconhecidas internacionalmente.
- O governo de Israel alertou moradores do sul do Líbano para não retornarem à região e não se aproximarem do rio Litani, mantendo o controle da zona sul mesmo com o cessar-fogo com o Hezbollah.
- Um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Hezbollah, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em vigor à meia-noite de 16 de abril; ocorreram violações com bombardeios e mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas durante a guerra.
O conteúdo da próxima rodada de negociações sino-líbano foi divulgado por veículos da imprensa de Tel Aviv. Israel e Líbano devem se reunir nesta semana, em Washington, para a segunda rodada de tratativas. A conferência ocorre sob mediação internacional.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, nomeou Simon Karam, ex-embaixador dos EUA, para liderar as negociações bilaterais com Israel. Aoun afirmou que a opção pela negociação visa interromper ações hostis e pôr fim à ocupação das áreas do sul.
O comunicado libanês aponta que as negociações buscam estabilidade sustentada e evitar uma nova escalada. O Líbano diz apostar na paz para salvar o país, diante de um cenário de conflito prolongado.
Contexto do cessar-fogo e ações militares
Hoje o governo de Israel alertou moradores do sul do Líbano para não retornarem e evitar a região do rio Litani. O objetivo seria manter o controle da área, mesmo com o cessar-fogo vigente com o Hezbollah.
Donald Trump afirmou, na semana passada, que houve um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah, válido desde a meia-noite de 16 de abril. Segundo relatos, forças israelenses realizaram bombardeios perto da fronteira meses depois.
A guerra atual teve início em 2 de março, após ataques aéreos coordenados entre EUA e Israel. O Hezbollah respondeu com disparos, levando Israel a lançar ataques em larga escala ao longo do território libanês.
Deslocamento de civis e operações militares
O conflito resultou em danos a infraestrutura e em deslocamento de mais de 1,2 milhão de pessoas dentro do Líbano. Governos estrangeiros cobram contenção de ataques e respeito ao direito internacional humanitário.
As forças israelenses também conduziram uma invasão terrestre de várias quilômetros no Líbano, com o objetivo de afastar o Hezbollah da fronteira e impedir novos ataques a comunidades no norte de Israel.
Entre na conversa da comunidade