- China alerta para riscos dos exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos, Filipinas e Japão, que começaram em 20 de abril e vão até 8 de maio.
- Ministério das Relações Exteriores diz que a região da Ásia-Pacífico precisa de paz e tranquilidade, sem a presença de forças externas que criem divisão.
- Os exercícios anuais reúnem tropas filipinas, americanas e contam com participação ampliada do Japão.
- Porta-voz chinês afirma que cooperação militar não deve prejudicar entendimento mútuo e que questões de segurança devem evitar consequências negativas.
- O pesquisador Lier Ferreira, da Universidade Federal Fluminense, aponta que o rearmamento do Japão e da Alemanha aumenta a capacidade militar e que tensões na região podem impactar a economia global.
A China alertou sobre riscos associados aos exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos, Filipinas e Japão. A atividade começou nesta segunda-feira, 20, e segue até 8 de maio na região Ásia-Pacífico. o objetivo é compreender impactos na paz regional, não alimentar confrontos.
O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que cooperação militar entre nações não deve comprometer o entendimento mútuo. A mensagem é de que tornar a região menos estável pode gerar consequências negativas para os países envolvidos.
Porta-voz chinês ressaltou que a cooperação entre as nações não deve prejudicar a confiança entre elas. Também enfatizou que o acirramento de questões de segurança tende a ampliar tensões na região.
Análise de especialistas
Lier Ferreira, pesquisador da UFJF, aponta que a reaproximação entre Japão e Alemanha aumenta a percepção de rearmamento na região. Ele destaca que a modernização militar eleva capacidades de defesa e de atuação em territórios estrangeiros.
Para o pesquisador, a Ásia-Pacífico passa a ter peso maior na economia global. Mudanças no eixo econômico mundial elevam a importância de estabilidade na região para evitar impactos no comércio e nos mercados.
Ferreira ainda afirma que um escalonamento de conflitos na área pode provocar um colapso geoeconômico global. A avaliação considera a interdependência econômica entre países e redes de cadeia de suprimentos.
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