- Trump afirmou que Israel nunca o convenceu a entrar em guerra com o Irã, citando os acontecimentos de 7 de outubro e a visão de que o Irã não pode ter arma nuclear.
- A tensão entre EUA, Israel e Irã persiste desde 28 de fevereiro, com o Estreito de Ormuz sob bloqueio até que haja um acordo final.
- O Paquistão atua como mediador; JD Vance lidera a delegação americana em negociações previstas para ocorrer no Paquistão, com possibilidade de acordo ser assinado ainda nesta segunda.
- O Irã ainda não confirmou participação na próxima rodada de negociações; o porta-voz informou que não há decisão tomada no momento.
- Um cargueiro iraniano, Touska, foi interceptado pelos EUA no Golfo de Omã e permanece sob custódia de fuzileiros navais, com o navio sob sanções.
Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que Israel nunca o convenceu a entrar na guerra contra o Irã. Ele disse que eventos de 7 de outubro, somados à sua posição de que o Irã não pode ter arma nuclear, levaram à intervenção, e que os resultados da guerra serão incríveis.
A declaração ocorre num contexto de tensões no Estreito de Ormuz. O bloqueio naval envolve EUA, aliados e o Irã, com sinais de escalada na região, após ações anteriores no âmbito do conflito regional iniciado em 28 de fevereiro.
Conforme reportagem, o presidente reagiu ainda à possibilidade de acordo com o Irã, ressaltando que o cessar-fogo pode ser mantido apenas se houver acordo até o fim da semana. A viagem de JD Vance ao Paquistão integra negociações anunciadas pelos EUA.
No Paquistão, a delegação norte-americana é chefiada pelo vice-presidente, segundo funcionário da Casa Branca, e busca reativar negociações com Teerã. Islamabad atua como mediador no atual ciclo de diálogos entre as partes.
O Irã ainda não confirmou participação na próxima rodada de negociações. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que não há decisão tomada sobre a participação neste momento e que não há planos anunciados para a rodada agendada para o Paquistão.
No domingo, Trump anunciou que uma delegação americana viajava ao Paquistão para tentar reativar as negociações, com ameaças de medidas rígidas caso falhem as conversas. O objetivo é suspender ou ajustar ações militares na região.
Nesta segunda, o Comando Central dos EUA divulgou imagens de militares entrando no cargueiro iraniano Touska, interceptado no Golfo de Omã no domingo. Autoridades afirmam que a embarcação tentou furar o bloqueio naval, descrevendo danos na casa de máquinas.
Segundo o governo americano, o navio está sob custódia dos fuzileiros navais e sob sanções do Tesouro. O Irã classificou a ação como violação do cessar-fogo e disse que responderá aos EUA, destacando que a embarcação havia partido da China com destino a um porto iraniano.
O confronto envolve disputas sobre o tráfego de navios no Estreito de Ormuz, ponto crítico para o petróleo global. Enquanto o Irã reabriu a rota, disse posteriormente ter recuado por conta do bloqueio naval dos EUA, ampliando a incerteza sobre as negociações.
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