- O cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã termina na quarta-feira, 22, e a extensão é considerada “altamente improvável” sem acordo sobre o programa nuclear iraniano e o tráfego no Estreito de Ormuz.
- A delegação americana, liderada pelo vice-presidente americano JD Vance, deve chegar a Islamabad, no Paquistão, na terça-feira (21), com expectativa de retomar diálogos.
- O Irã se recusou a participar da segunda rodada de negociações, alegando falta de confiança nos negociadores dos EUA após a captura de um navio de bandeira iraniana no Golfo de Omã.
- Em entrevista, o presidente Donald Trump afirmou que o acordo nuclear de 2015 (Joint Comprehensive Plan of Action) colocava o Irã no caminho para desenvolver armas nucleares e defendeu um novo pacto com foco em paz e segurança no Oriente Médio.
- Trump disse ainda que, se não tivesse rescindido o acordo anterior, armas nucleares teriam sido usadas contra Israel e bases americanas; também afirmou que o Irã estaria aberto a entregar urânio enriquecido, o que Teerã negou, e sugeriu operações com tropas para pegar o material.
Em meio a impasse nas negociações com o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse ser altamente improvável estender o cessar-fogo de duas semanas. A extensão depende de avanços nas negociações sobre o programa nuclear iraniano e o restabelecimento do tráfego no Estreito de Ormuz.
Trump afirmou, em publicações na Truth Social, que não foi convencido por Israel a iniciar o conflito com o Irã e criticou a oposição democrata. O presidente também alegou estar construindo um acordo nuclear alternativo ao acordo de 2015.
A delegação americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, deve chegar a Islamabad, no Paquistão, nesta terça-feira (21). A expectativa é retomar as conversas com Teerã para evitar uma retomada de hostilidades.
IRÃ E NEGOCIAÇÕES
O Irã não participou de uma segunda rodada de diálogos, citando falta de confiança nos negociadores dos EUA. O governo iraniano pediu garantias para retomar as negociações e manter o diálogo aberto.
No contexto, houve tensionamento após a captura de um navio cargueiro de bandeira iraniana no Golfo de Omã. Esse incidente elevou o interesse internacional em questões de segurança marítima e no andamento das negociações.
TRUMP E O ACORDO NUCLEAR
Trump criticou o Joint Comprehensive Plan of Action, o acordo de 2015. Segundo ele, o tratado colocava o Irã no caminho de desenvolver armas nucleares, e o novo formato discute paz, segurança e proteção no Oriente Médio.
O republicano sugeriu que, se não houver acordo, pode haver ações para interromper o envio de urânio enriquecido. Teerã negou ter discutido esse tema, segundo autoridades iranianas.
OCORRÊNCIAS E CONTEXTO
O chefe de Estado também afirmou não estar sob pressão para concluir as negociações diante do prazo. Ao comentar o clima interno, Trump atacou a oposição democrata, afirmando que eles tentam enfraquecer a posição americana.
Segundo ele, as operações seriam conduzidas com critérios rigorosos e teriam desfechos semelhantes aos vistos na Venezuela, com a captura de Nicolás Maduro ocorrida no início do ano.
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