- Quase 1,2 milhão de pessoas obtiveram cidadania da UE em 2024, alta de 11,6% em relação a 2023.
- 88% dos novos cidadãos eram de países que não pertencem à UE; cidadãos de outros países da UE representaram 10,6%.
- Alemanha concedeu 288.700 cidadanias (24,5% do total da UE), seguida por Espanha (252.500; 21,4%) e Itália (217.400; 18,5%).
- Sírios foram o maior grupo entre os novos cidadãos da UE em 2024, com 110.100; marroquinos, 97.100; albaneses, 48.000.
- O Brasil ficou em décimo lugar entre as origens, com quase 30.000 aquisições, alta de 4% frente a 2023; Itália (36,8%), Portugal (23,9%) e Espanha (17,7%) foram os destinos mais comuns para brasileiros.
Quase 1,2 milhão de pessoas adquiriram cidadania de um país da União Europeia em 2024, segundo dados de Eurostat divulgados em 27 de março. O aumento foi de 11,6% ante 2023, quando houve 1,077 milhão de concessões. O acumulado mostra crescimento de 54,5% desde 2014.
A maior parte das novas cidadanias em 2024 não veio de cidadãos da UE, representando 88% do total. Cidadãos de outros países da UE somaram 10,6%. A distribuição entre os países emissores aponta Alemanha, Espanha e Itália como líderes.
A Alemanha concedeu 288.700 cidadanias, equivalente a 24,5% do total. Em seguida aparece a Espanha, com 252.500 (21,4%). Italia registrou 217.400 (18,5%). Os sírios formaram o maior grupo entre os novos cidadãos (110.100), seguidos por marroquinos (97.100) e albaneses (48.000).
Principais beneficiados
Entre os nacionalizados, Síria, Marrocos e Albânia foram os maiores grupos, mantendo posição desde 2023. O Brasil aparece como o 10º país de origem, com quase 30.000 aquisições, alta de 4% em relação a 2023. Itália, Portugal e Espanha lideraram entre as escolhas dos brasileiros.
O Brasil teve 29.700 aquisições, que representam 36,8% dos beneficiários brasileiros no conjunto da UE. Itália absorveu 23,9%, Espanha 17,7%. Os dados levam em conta apenas nacionalidades obtidas por moradores da UE, excluindo vias consulares ou judiciais no Brasil.
Observação metodológica
Os números consideram apenas cidadanias obtidas por residentes dentro do território da UE. Concedidas por meio de vias administrativas locais, não incluindo processos realizados via consulado ou decisões judiciais no exterior.
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