- O Departamento de Segurança Interna (DHS) pode ficar sem recursos para pagar 50 mil trabalhadores da Administração de Segurança no Transporte (TSA) no início de maio, segundo o secretário Markwayne Mullin.
- A folha de pagamento do DHS é de pouco mais de US$ 1,6 bilhão a cada duas semanas.
- O governo já utilizou fundos emergenciais para pagar a TSA, que ficou sem salários por cerca de seis semanas.
- Em março, filas de segurança ultrapassaram quatro horas em alguns aeroportos, as mais longas em quase 25 anos de TSA.
- O Congresso discute ações, com republicanos propondo aumento de financiamento ao DHS por três anos, enquanto democratas condicionam recursos a restrições ao ICE e à Patrulha de Fronteira.
O governo dos Estados Unidos pode enfrentar novas filas nos bloqueios de segurança dos aeroportos já em maio, conforme o chefe de Segurança Interna, DHS, alertou que faltará dinheiro para pagar 50 mil trabalhadores. A afirmação ocorre em meio à continuidade de um impasse financeiro que afeta a TSA.
Segundo o titular do DHS, Markwayne Mullin, o fundo emergencial usado para remunerar os agentes da TSA deve zerar no início de maio, pois a folha de pagamento do órgão fica em torno de 1,6 bilhão de dólares a cada quinzena. Após o próximo pagamento, não haverá mais recursos disponíveis.
Servidor público da TSA já ficou seis semanas sem pagamentos na temporada anterior de paralisação. Em março, as filas chegaram a superar quatro horas em alguns aeroportos, marcando o recorde dos quase 25 anos de atuação da TSA. Mais de 500 agentes deixaram os cargos desde meados de fevereiro.
Movimentação no Congresso
O CEO da Airlines for America pediu agilidade do Congresso para financiar o DHS, destacando que não se pode permitir que a TSA passe por nova interrupção. O grupo representa companhias como American, Delta e United Airlines, entre outras.
Senadores republicanos estudam um esboço orçamentário que aumentaria o financiamento do DHS pelos próximos três anos, segundo o líder da maioria no Senado. A ideia visa encerrar o impasse que afeta operações de segurança e viagens.
Do lado democrata, a pauta inclui restrições ao ICE e à Patrulha de Fronteira antes da aprovação de novos recursos, com justificativa de alinhamento a regras operacionais de forças de segurança estaduais e federais. A posição formaliza divergências orçamentárias que impactam o DHS.
Entre na conversa da comunidade