- A Anistia Internacional publicou seu relatório anual, dizendo que vivemos uma nova ordem global comandada por “predadores” e que muitos Estados atuam com covardia.
- O documento aponta que, em 2025, as instituições internacionais enfrentaram os piores ataques desde 1948, incluindo sanções a magistrados da Corte Penal Internacional e saída dos EUA de organismos como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
- Sobre os Estados Unidos, o relatório afirma homicídios extrajudiciais fora de fronteiras, ataques à Venezuela e ao Irã, e ameaças à Groenlândia.
- A análise destaca predadores econômicos, sobretudo as big techs, que teriam se alinhado a interesses de Trump e se beneficiado da “ordem exploradora” em vigor.
- Na América, o estudo registra repressão a dissidência, uso excessivo de força policial com mortes nos EUA e ataques contra jornalistas em vários países, incluindo Brasil, Argentina e Peru.
Nesta terça-feira, a Anistia Internacional divulgou seu relatório anual sobre direitos humanos, apontando uma nova ordem global dominada por dirigentes considerados predadores. Asecretária-geral Agnès Callamard criticou diretamente nomes como Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin, afirmando que Estados reagiram com covardia frente a essa dinâmica.
O documento classifica 2025 como o pior momento para instituições internacionais desde 1948, citando sanções a magistrados da Corte Penal Internacional e a saída de EUA de diversos organismos e tratados, incluindo o IPCC. A organização aponta ações extraterritórias dos EUA e pressões para proteção de grandes empresas americanas.
A secretária-geral alerta para a erosão do sistema internacional, dizendo que predadores econômicos, especialmente as big tech, teriam favorecido a ordem atual por meio de alianças com governos. Ela também critica a atuação de autoridades europeias diante de líderes que incitam conflitos.
Panorama global
Callamard destacou ações de países em resposta a conflitos, além de elogiar iniciativas na Espanha, França e Marrocos que buscam limitar envio de armas para Israel. Ela ressaltou ainda a participação de cidadãos norte-americanos contrários a políticas migratórias.
Realidade nas Américas
O relatório indica repressão crescente a dissidentes, jornalistas e defensores de direitos humanos em várias nações da região. Em relatos locais, a obra cita uso de força excessiva e assassinatos de civis com ligação a operações de combate ao tráfico.
A pesquisa menciona casos na Argentina, Brasil, Colômbia, México, Peru e EUA, entre outros, com críticas a processos penais contra jornalistas e ataques à imprensa. Os dados ressaltam violações de direitos humanos associadas a repressões e censura.
Apesar das críticas, Callamard aponta sinais de resistência: apesar da afirmação de poder dos chamados predadores, há uma mobilização de sociedade civil em diferentes países que busca pressionar líderes a agir com coragem e responsabilidade.
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