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Filha de Maradona acusa equipe médica de manipulação do pai

Filha de Maradona acusa equipe médica de manipulação absoluta ao induzir internação domiciliar inadequada que contribuiu para a morte

Diego Maradona em partida do Dorados de Sinaloa, do México, clube do qual foi técnico em 2018 e 2019
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  • Gianinna Maradona, filha de Diego Maradona, afirmou em audiência de julgamento pela morte do jogador que houve “manipulação absoluta e horrível” por parte da equipe médica.
  • Disse que ela e os irmãos foram levados a aceitar uma internação domiciliar apresentada como séria, mas que não era adequada para a recuperação do pai após cirurgia no cérebro.
  • Os profissionais apontados foram o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o enfermeiro Carlos Díaz.
  • Em depoimento, foram exibidos áudios de WhatsApp em que membros da equipe discutiam como se proteger caso houvesse uma fatalidade, o que Gianinna chamou de estratégia paralela.
  • No caso, quatro acusados podem pegar até vinte e cinco anos de prisão por homicídio com dolo eventual; cerca de cento e vinte testemunhas devem ser ouvidas no segundo processo.

Uma das filhas de Diego Maradona afirmou nesta terça-feira, durante o julgamento pela morte do ex-jogador, que a equipe médica do pai manipulou a família de forma grave. Gianinna Maradona disse que a internação domiciliar apresentada como necessária era inadequada para o estado dele, que se recuperava de cirurgia cerebral.

A moradora de San Isidro, ao norte de Buenos Aires, relatou que foi induzida a aceitar o que descreveu como uma opção “séria” e bem equipada, mas que não correspondia à realidade. Ela responsabilizou o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o enfermeiro Carlos Díaz pela condução do caso.

Segundo a filha, houve estratégia paralela além das conversas com a família. Foram exibidos áudios de mensagens entre membros da equipe médica sobre como se proteger caso o paciente sofresse uma fatalidade, afirmou Gianinna, de 36 anos, em depoimento que durou longos minutos.

No início da audiência, a promotoria mostrou mensagens envolvendo Luque, que pediu depoimento imediato, como resposta às provas apresentadas pela acusação. O julgamento teve início no dia 14, após a anulação de uma primeira sessão ocorrida há cerca de um ano.

Além de Luque, Cosachov e Díaz, quatro acusados enfrentam a possibilidade de até 25 anos de prisão por homicídio com dolo eventual, ou seja, a prática de ações que poderiam levar à morte. O processo prevê a oitiva de aproximadamente 120 testemunhas na fase seguinte.

A terceira audiência amplia o foco sobre as responsabilidades médicas na morte de Maradona, ocorrida em 2020. As informações oficiais ressaltam que o objetivo é esclarecer as circunstâncias que levaram ao falecimento do ídolo do futebol argentino.

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