- Salam afirmou que não busca confronto com o Hezbollah, mas não se deixará intimidar enquanto negocia diretamente com Israel.
- EUA vão sediar, na quinta-feira, conversas em nível de embaixadores com Israel e Líbano para avaliar a extensão do cessar-fogo ou avanços diplomáticos.
- O primeiro-ministro e o presidente francês, Emmanuel Macron, reuniram-se em Paris para fortalecer a posição do Líbano em negociações futuras com Israel.
- O Líbano diz precisar de 500 milhões de euros nos próximos seis meses para enfrentar a crise humanitária que deslocou 1,2 milhão de pessoas.
- França atua como mediadora ao lado dos EUA; relações com Israel estão tensas, e há expectativa de presença internacional relevante para qualquer acordo.
O governo do Líbano afirmou nesta terça-feira que não busca confronto com o Hezbollah, mas não se deixará intimidar, enquanto se aproxima de negociações diretas com Israel para encerrar o conflito. O primeiro-ministro Nawaf Salam e o presidente francês Emmanuel Macron se reuniram em Paris para alinhar a posição libanesa.
Os EUA devem realizar conversas em nível de embaixadores com Israel e o Líbano na quinta-feira. Ainda não está claro se o objetivo é estender o cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah ou abrir caminho para negociações mais amplas. Salam ressaltou que a diplomacia não é fraqueza.
Salam enfatizou que o Líbano não pretende enfrentar o Hezbollah e não será intimidado. O país estima precisar de 500 milhões de euros nos próximos seis meses devido à crise humanitária que deslocou 1,2 milhão de pessoas do sul, leste e das áreas periféricas para o sul de Beirute.
Contexto diplomático
A França, com laços históricos com o Líbano, tem atuado como mediadora junto a Washington para facilitar o diálogo e monitorar um eventual cessar-fogo. Paris busca manter influência, enquanto EUA e Israel minimizam o papel da França nas negociações.
Macron afirmou que a prioridade é encerrar a guerra e assegurar estabilidade futura, oferecendo apoio libanês na preparação das negociações. A França mantém cerca de 700 soldados de paz no Líbano, destacando a necessidade de presença internacional para um eventual acordo.
Situação no terreno
Nesta semana, um soldado francês foi morto no sul do Líbano, em ataque atribuído ao Hezbollah, segundo governo francês. Ao mesmo tempo, tropas israelenses demoliram casas na faixa de fronteira ocupada, com relatos de novos foguetes disparados pelo Hezbollah contra áreas próximas.
Diplomatas libaneses e europeus temem que negociações diretas deixem o governo libanês sob pressão para aceitar exigências desfavoráveis, agravando tensões internas, dada a recusa do Hezbollah em negociar com Israel. Ainda não há consenso entre EUA, França e Israel sobre o papel de terceiros.
Próximos passos
As negociações em nível de embaixadores, programadas para quinta-feira, devem esclarecer se haverá extensão do cessar-fogo ou avanço para acordos mais amplos. O Líbano afirma que precisa manter soberania e proteger seu povo durante o processo, sem mostrar sinais de recuo.
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