- Lula, em Lisboa, defendeu o acordo entre União Europeia e Mercosul e propôs Portugal como porta de entrada para empresas brasileiras, buscando uma parceria robusta entre os dois países.
- Destacou a Embraer como exemplo de produção em Portugal, gerando empregos qualificados e fortalecendo a cooperação industrial.
- A visita integrou paradas em Barcelona e Hannover, reforçando a ideia de que Portugal pode ser central na relação comercial entre Brasil e Europa.
- O acordo UE-Mercosul começa a funcionar provisoriamente em maio; o Parlamento Europeu pediu parecer ao Tribunal de Justiça da União Europeia, mantendo questões institucionais e políticas suspensas.
- Lula citou um mercado de 750 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões, defenderam o multilateralismo e uma relação comercial europeia mais sofisticada, sem sufocar clientes.
Lula defendeu o acordo entre União Europeia e Mercosul e indicou Portugal como porta de entrada para empresas brasileiras, durante visita relâmpago a Lisboa com o premiê Luís Montenegro. O objetivo é ampliar parcerias comerciais e de produção entre Brasil e União Europeia. A viagem incluiu paradas em Barcelona e Hannover.
O presidente citou a Embraer como exemplo de cooperação já em prática, destacando que a indústria aeronáutica brasileira oferece manufatura qualificada em Portugal. A ideia é que outras empresas sigam esse modelo, com apoio dos ministros de Economia para incentivar investimentos e produção conjuntos.
A visita a Lisboa também teve foco na construção de uma parceria robusta entre os dois países, que já se conhecem desde 1500. Lula propôs que Portugal não seja apenas porta de entrada, mas base de atuação para projetos compartilhados entre Brasil e Europa.
Avanços e entraves do acordo UE-Mercosul
O presidente informou que o acordo pode funcionar de forma provisória a partir do dia 1º de maio, enquanto o Parlamento Europeu analisa um parecer do Tribunal de Justiça da UE. O desfecho definitivo depende de avaliação jurídica e política.
Lula ressaltou que há complementaridade entre as agriculturas dos dois blocos e que não há competição absoluta. O objetivo é manter clientes vivos e ampliar uma relação comercial mais sofisticada e estável, sem sufocar qualquer lado.
A fala de Lula ocorreu em meio a números estruturais: o par de blocos representa um mercado de cerca de 750 milhões de pessoas e um fluxo econômico de aproximadamente US$ 22 trilhões. O tom foi de defesa de multilateralismo e de maior cooperação comercial.
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