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Macron pede Israel renunciar a ambições territoriais e Líbano desarmar Hezbollah

Macron recomenda que Israel renuncie a pretensões territoriais no Líbano e que Hezbollah seja desarmado pelos libaneses, enquanto a trégua é ampliada para estabilização regional

O presidente francês, Emmanuel Macron (à direita) ao lado do primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, em coletiva de imprensa em Paris, em 21 de abril de 2026.
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  • Macron pediu que Israel renuncie a pretensões territoriais no Líbano e que o Hezbollah seja desarmado pelos libaneses, seja pela força ou pela negociação.
  • A França defende que o desarmamento do Hezbollah seja feito pelas Forças Armadas Libanesas, com observação de que a presença de outras forças atrapalha esse processo.
  • A trégua entre Israel e Hezbollah deve ser ampliada para favorecer uma dinâmica de estabilização no curto prazo.
  • Paris reafirmou apoio ao Líbano e sua presença no território, mesmo com a saída da Força Interina das Nações Unidas (Unifil) prevista para o fim do mandato atual.
  • O Líbano estima precisar de € 500 milhões nos próximos seis meses para enfrentar a crise humanitária, diante de mais de 2 mil mortos e mais de 7 mil feridos no conflito.

Em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron disse que Israel deve renunciar às pretensões territoriais no Líbano e que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, deve ser desarmado pelos libaneses. A declaração ocorreu em coletiva ao lado do primeiro-ministro Nawaf Salam, em 21 de abril de 2026. Macron enfatizou que o desarmamento pode ocorrer pela força ou por negociação, conforme Beirute escolher.

Ele afirmou ainda que a atual trégua de dez dias entre Israel e Hezbollah precisa se ampliar para permitir uma dinâmica de estabilização. O objetivo é garantir segurança, integridade territorial do Líbano e bases para normalizar as relações entre os dois países. Paris garantiu apoio ao Líbano nas próximas etapas, mesmo com a saída da Força Provisional das Nações Unidas (Unifil).

Salam pediu financiamento externo para a crise humanitária do Líbano, estimando necessidade de € 500 milhões nos próximos seis meses. A guerra desde março já provocou deslocamentos massivos e impactos na capital Beirute e no sul do país. O balanço oficial aponta 2.454 mortos e 7.658 feridos até o momento.

Desdobramentos militares e humanitários

O Exército de Israel afirmou ter atingido um lançador de foguetes do Hezbollah e ter interceptado um drone vindo do Líbano. As autoridades israelenses classificaram as ações como violações do cessar-fogo. Em resposta, o Hezbollah realizou funerais coletivos no sul do Líbano para 14 combatentes falecidos.

No sul de Beirute, já tinham sido sepultados quatro combatentes do Hezbollah na segunda-feira. Outras três mortes foram registradas no vale do Beqaa, no leste do país. O movimento não divulgou o total de perdas; autoridades israelenses afirmaram ter eliminado mais de 1.700 combatentes do Hezbollah até julho.

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