- Veículos estatais iranianos negam que haja uma delegação do Irã chegando ao Paquistão para negociar com os EUA, após informações repassadas à CNN.
- A agência Tasnim informou que, até o momento, nenhuma delegação do Irã entrou no Paquistão; a IRIB disse que autoridades não aceitam negociações sob ameaças e descumprimento de compromissos.
- Ministros, oficiais militares e veículos estatais iranianos apresentaram mensagens contraditórias sobre a disposição de Teerã em negociar uma trégua, sugerindo desunião interna.
- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, criticou sinais contraditórios vindos de autoridades americanas e falou em profunda desconfiança histórica em relação à Casa Branca.
- Mojtaba Khamenei foi nomeado sucessor de Ali Khamenei, mas não foi visto em público desde a posse, refletindo tensões entre as estruturas de poder iranianas.
Diversos veículos de imprensa estatais do Irã negaram nesta terça-feira (21) que uma delegação iraniana tenha chegado ao Paquistão para negociações de paz com os Estados Unidos. A informação havia sido veiculada por fontes que teriam comunicado à CNN sobre uma viagem de representantes iranianos.
A agência Tasnim afirmou que, até o momento, nenhuma delegação do Irã entrou no Paquistão. A emissora estatal IRIB também ressaltou que as autoridades iranianas não aceitam negociações sob ameaça e descumprimento de compromissos.
Ministros, militares e veículos estatais de comunicação apresentaram mensagens contraditórias sobre a disposição de Teerã em negociar uma trégua, indicando desunião entre setores do governo. O tom dos relatos variou entre ceticismo e abertura appraisal.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, criticou sinais contraditórios e pouco construtivos de autoridades americanas, citando uma histórica desconfiança em relação à Casa Branca. O principal negociador iraniano, Mohammed Ghalibaf, também apresentou críticas, enquanto um funcionário à Reuters afirmou que Teerã avalia positivamente a participação.
A instabilidade no topo do poder foi acentuada pelo assassinato do aiatolá Ali Khamenei, ocorrido em fevereiro, atribuído a uma operação conjunta entre EUA e Israel. Em março, Mojtaba Khamenei foi nomeado sucessor do pai, mas não foi visto em público desde a cerimônia.
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