- Seis pessoas na Nigéria foram acusadas de traição por tentar derrubar o presidente Bola Tinubu em um golpe no ano passado; os acusados incluem um general aposentado e um inspetor de polícia em serviço.
- as acusações foram apresentadas pela Procuradoria-Geral no Tribunal Federal de Alta Instância em abuja, onde os réus devem comparecer na quarta-feira diante da juíza Joyce Abdulmalik.
- um sétimo pessoa, Timipre Sylva — ex-governador e ex-ministro do petróleo — também foi citado, mas o tribunal informou que ele está foragido.
- rumores sobre o golpe surgiram em outubro de 2025, quando o governo cancelou abruptamente uma parada militar para marcar os 65 anos de independência, citando ameaças à segurança.
- a acusação também envolve terrorismo e lavagem de dinheiro; o caso cita suposta liderança do golpe pelo coronel Mohammed Alhassan Ma’aji, já preso, e a suposta ciência prévia dos réus sobre a ação sem comunicar às autoridades.
Six pessoas na Nigéria foram acusadas de traição por tentar derrubar o presidente Bola Tinubu, em um golpe ocorrido no ano passado. A denúncia foi apresentada pelo Procurador-Geral perante a Federal High Court, em Abuja, onde os réus devem depor diante da juíza Joyce Abdulmalik nesta semana. Entre os acusados está um major-general reformado e um inspetor da Polícia em atividade.
Um sétimo investigado, Timipre Sylva, ex-governador e ex-ministro do Petróleo, também foi citado na ação, mas consta como foragido no processo.
Rumores sobre o golpe surgiram em outubro de 2025, quando o governo cancelou abruptamente um desfile militar programado para celebrar os 65 anos de Independência. Na época, autoridades citaram ameaças de segurança; a especulação ligou o cancelamento a uma possível tentativa de golpe. O exército negou as alegações, mas, em janeiro, anunciou que 16 oficiais seriam julgados por tentarem depor o presidente.
Detalhes da acusação
Os envolvidos, segundo a denúncia, teriam conspirado para levantar armas contra o estado e intimidar o Poder Executivo com o objetivo de derrubar Tinubu. A ação aponta o suposto líder do complô como o coronel Mohammed Alhassan Ma’aji, já preso junto com outros cúmplices.
- Mohammed Ibrahim Gana, major-general reformado
- Erasmus Ochegobia Victor, capitão da marinha reformado
- Ahmed Ibrahim, inspetor de polícia
- Zekeri Umoru, eletricista da Residência Presidencial
- Bukar Kashim Goni, civil
- Abdulkadir Sani, clérigo islâmico
Segundo a documentação, os seis acusados teriam conhecimento prévio do ato traiçoeiro de Ma’aji e não teriam informado as autoridades. A denúncia também envolve acusações de terrorismo e lavagem de dinheiro, associadas a financiamento de atividades ilícitas.
Contexto processual
Procuradores afirmam que houve tentativa de ocultar informações de inteligência que poderiam impedir atos terroristas. Ainda não há um veredito sobre se as acusações na Federal High Court se somam às ações já anunciadas contra militares em julgamento. A defesa não comentou oficialmente o caso até o momento.
O crime de traição, previsto pela lei nigeriana, é considerado entre os mais graves e pode ter pena de prisão perpétua. Desde 1999, a Nigéria mantém governo civil estável, com o Exército reiterando fidelidade ao poder civil em várias ocasiões.
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