- O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse que o país deve se preparar para possíveis agressões externas, mesmo sem promover a guerra.
- Ele afirmou que o preparo militar não é ofensivo, mas necessário para defender a Revolução, a soberania e a independência cubanas.
- Havana mantém abertura ao diálogo com os Estados Unidos, desde que haja respeito ao sistema político e à soberania, sem imposições e em condições de igualdade.
- O governo cubano citou conversas iniciais com autoridades americanas e ressaltou apoio internacional, destacando Brasil, China, Colômbia, México e Rússia.
- O endurecimento do embargo americano afeta energia e serviços essenciais, com quedas de combustível, apagões e reestruturação escolar, além de críticas a políticas consideradas genocidas.
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, afirmou que o país precisa se preparar para possível agressão externa, em meio a apagões, escassez de combustível e sanções dos EUA. A declaração foi feita em entrevista publicada nesta terça-feira.
O líder cubano reiterou que a preparação militar não tem caráter ofensivo, mas que Cuba não teme defender a Revolução, a soberania e a independência, caso seja necessário. Mantém, porém, a posição de diálogo com Washington, desde que haja respeito à soberania cubana.
A conversa com o público brasileiro também abordou o viés diplomático. Díaz-Canel afirmou que Havana está disposta ao diálogo, com condições de igualdade e sem imposições, e que as negociações com os EUA estão em estágio inicial.
Apoio internacional e posição regional
No âmbito internacional, o presidente mencionou apoio de aliados, entre eles Brasil, China, Colômbia, México e Rússia, com envio de alimentos, insumos e suporte energético. Organizações internacionais também atuam para mobilizar recursos.
Ele destacou o papel brasileiro, descrevendo o Brasil como “nação irmã” e elogiando o governo de Lula pela denúncia do bloqueio. Também citou doações de movimentos sociais, como o MST, como parte do apoio.
Desafios do setor energético
Diante do endurecimento do bloqueio norte-americano, Díaz-Canel descreveu impactos diretos na vida cotidiana. Segundo ele, a capacidade de geração de energia atende apenas às atividades essenciais.
Entre as consequências, o líder ressaltou que escolas foram reorganizadas, com redução de aulas presenciais e maior uso de ensino a distância. A infraestrutura sofre com interrupções durante apagões e dificuldades de abastecimento.
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