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Trump ameaça não estender prazo ao Irã para acordo de cessar-fogo

Trump afirma que o prazo para o cessar-fogo com o Irã termina nesta quarta e não planeja novo ultimato sem acordo

Outdoor estampado em Jerusalém com a fotografia de Trump e o termo "O Libertador": alusão à campanha militar no Irã
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  • Donald Trump avisou que o prazo para o Irã aceitar o cessar-fogo termina na noite de quarta-feira, sem sinal de novo ultimato.
  • O líder do Parlamento iraniano disse que o Irã mostrará novas cartas no campo de batalha se a guerra for retomada; negociações anteriores em Islamabad terminaram em fracasso.
  • Os EUA enviaram uma delegação a Islamabad chefiada por J. D. Vance; o Irã não confirmou participação na nova rodada de negociações.
  • O ataque ao cargueiro iraniano e as tensões contribuíram para alta nos preços do petróleo; Washington diz manter bloqueios até que haja um acordo e controle sobre o Estreito de Ormuz.
  • Em Israel e Líbano, delegações devem se reunir em Washington para avançar planos de paz; Netanyahu pediu responsabilidade após profanação de imagem religiosa em Debel, no sul do Líbano.

Trump ameaça não estender prazo para acordo de cessar-fogo com o Irã

Os EUA informaram Islamabad, Paquistão, de uma delegação liderada por J.D. Vance, segundo na Casa Branca, para novas negociações com o Irã. O Irã não confirmou participação. O primeiro contato de alto nível, em 11 de abril, terminou sem acordo. O ambiente é tenso após a interceptação do cargueiro MV Touska.

Trump disse que o prazo para o Irã aceitar o cessar-fogo termina nesta quarta-feira, 22 de abril, e afirmou que é improvável um novo ultimato. A trégua começou em 8 de abril, com duração prevista de duas semanas. O porta-voz iraniano afirmou que não há decisão sobre novas negociações.

Na mesma linha, o líder do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, avisou que o Irã apresentará novas cartas se a guerra for retomada. Ele escreveu na rede X que o país não aceitará negociações sob ameaças e que estão se preparando para ações no campo de batalha.

O episódio envolvendo o cargueiro de Teerã elevou a tensão e impactou o mercado. O petróleo reagiu com alta devido à apreensão em torno do Irã e das rotas de transporte no Golfo. Washington mantém o bloqueio a portos iranianos e ao Estreito de Ormuz até que haja acordo formal.

Trump criticou a liderança iraniana pela forte pressão sobre navios na região. Em publicação pela Truth Social, ele afirmou que o bloqueio é mantido sem acordo e citou perdas econômicas para o Irã, descrevendo o Estreito de Ormuz como rota de escoamento estratégico.

Comentário acadêmico

Roberto Goulart Menezes, professor da UnB, disse que, após o fracasso em Islamabad, os EUA aumentaram o contingente militar na região. Segundo ele, o objetivo seria influenciar o controle de parte do Estreito de Ormuz, que continua sob vigilância iraniana, elevando a tensão na região.

Perspectiva regional

Especialistas ressaltam que, mesmo com pressão militar, o Irã não cederá facilmente às condições norte-americanas. Entre as leituras, a análise aponta que a hostilidade pode exigir acordos que salvem soberania sobre rotas marítimas, com participação de aliados na região.

Líbano e Israel

Delegações de Israel e do Líbano devem se reunir em Washington, no Departamento de Estado, com encontros em nível de embaixadores. O objetivo é avançar planos de paz, diante da proximidade de novas deliberações sobre a região.

Contexto local no Líbano

Especialista libanês afirmou que há necessidade de avançar na redução da influência do Hezbollah nas forças armadas libanesas para melhorar a segurança. A análise aponta que, com apoio americano, medidas estruturais podem ser implementadas para reduzir riscos na fronteira com Israel.

Ameaça a símbolos religiosos

Um episódio em Debel, sul do Líbano, gerou condenação de autoridades israelenses. Um soldado israelense foi registrado danificando a cabeça de uma imagem de Jesus Cristo. A liderança israelense chamou o ato de erro grave e disse que as investigações já foram abertas. O padre local descreveu a profanação como ataque a locais sagrados, e fiéis relatam choque e tristeza. A comunidade católica maronita reforçou o desejo de restauração dos símbolos afetados.

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