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Vance suspende viagem ao Paquistão, NYT; nova reunião com Irã fica em aberto

Viagem do vice-presidente dos EUA ao Paquistão é suspensa enquanto Teerã não confirma participação, deixando negociações entre Washington e Teerã em risco

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, deixa a primeira rodada de negociações com o Irã, sediada no Paquistão. - (Jacquelyn Martin/Getty Images)
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  • A viagem do vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, ao Paquistão foi suspensa após Teerã não responder se participaria da segunda rodada de negociações com o Irã.
  • A pausa ocorre às vésperas do fim da trégua entre os dois países, com prazo até quarta-feira, 22, para chegar a um acordo, segundo o The New York Times.
  • Autoridades americanas dizem que, sem resposta iraniana, o processo fica paralisado, ainda que a viagem não tenha sido oficialmente cancelada.
  • O Irã não decidiu sobre a participação e enfrenta tensões entre a liderança política e a Guarda Revolucionária Islâmica, que pressiona por posição mais firme.
  • Os Estados Unidos enviaram uma proposta escrita para guiar futuras negociações, envolvendo o programa de enriquecimento de urânio e o destino do urânio enriquecido, além de discutir possíveis liberações de fundos congelados.

A base de negociações entre Estados Unidos e Irã enfrenta mais um entrave, conforme reportado pelo The New York Times. A viagem do vice-presidente J.D. Vance ao Paquistão, para encontros com uma delegação iraniana, foi suspensa diante da falta de resposta de Teerã sobre participação.

A agenda previa uma segunda rodada de negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio. A visita a Islamabad estava marcada para quarta-feira, 22, com o cessar-fogo de duas semanas prestes a expirar. A suspensão mantém a viagem em aberto.

Segundo o NYT, o governo americano diz que o processo está paralisado na prática sem um sinal iraniano aceitável. Autoridades esperam que os negociadores iranianos tenham plenos poderes para fechar um acordo.

A instabilidade decorre de divergências entre líderes do regime e a Guarda Revolucionária Islâmica, a força ideológica do país. O Pentágono também monitora opções militares caso não haja boa-fé nas negociações.

Na direção oposta, Washington já enviou uma proposta escrita para estabelecer base para negociações detalhadas. Os pontos críticos incluem o programa de enriquecimento de urânio e o destino do urânio enriquecido.

Sobre o enriquecimento, o conteúdo da proposta varia entre exigir fim completo ou permitir programa civil limitado com supervisão da AIEA. Em relação ao estoque, há opções como devolvê-lo aos EUA ou repassar a um terceiro país.

Outra peça do quebra-cabeça envolve fundos congelados em bancos estrangeiros. Autoridades discutem se liberar parte desses recursos poderia integrar o Irã à economia global, com apoio de aliados do Golfo.

Incerteza

A TV estatal iraniana informou que nenhuma delegação havia partido para Islamabad. O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que ainda não há decisão final sobre a participação do país.

A Axios aponta que a protelação pode refletir pressão interna da Guarda Revolucionária para exigir posição mais firme, em meio a condições de bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz.

Contexto político

Trump, por meio de redes sociais, sugeriu que os líderes iranianos poderiam iniciar negociações em breve, mencionando Vance, Witkof e Kushner como parte do grupo. Não há confirmação oficial sobre a composição das equipes.

O cenário permanece complexo, com mensagens contraditórias de ambos os lados. A prioridade é manter a trégua até que haja um acordo efetivo que encerre o conflito.

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