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Zelensky diz que falha de enviados dos EUA em visitar Kyiv é desrespeitosa

Zelensky classifica visitas de enviados dos EUA a Moscou sem Kyiv como desrespeitosas e destaca continuidade da cooperação com Washington

US envoy Steve Witkoff (right) has travelled to Moscow eight times but never to Kyiv
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  • Zelensky disse que considerar desrespeitoso que os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner visitem Moscou sem ir a Kyiv.
  • Witkoff já esteve em Moscou oito vezes e teve encontros com o presidente Vladimir Putin; Kushner ainda não visitou Kyiv em função oficial.
  • Os dois visitaram Moscou no fim do ano passado e retornaram em janeiro, durante avanços nas negociações de cessar-fogo.
  • Zelensky afirmou que, se não quiserem ir a Kyiv, podem se reunir em outros países, e destacou a importância de manter cooperação com os EUA.
  • O contexto envolve negociações de cessar-fogo entre Rússia, EUA e Ucrânia; o último encontro trilateral ocorreu em fevereiro.

Volodymyr Zelenskiy afirmou que considera desrespeitosas as visitas de representantes dos EUA a Moscou, e não a Kyiv, quando visitaram a capital russa no fim do ano passado e novamente em janeiro. O comentário foi feito em entrevista a veículo ucraniano.

Segundo o presidente, há questões logísticas complexas, mas o diplomata Steve Witkoff e o assessor Jared Kushner poderiam se reunir em outros países, se não puderem ir a Kyiv. Witkoff já visitou Moscou oito vezes e manteve encontros com o presidente Vladimir Putin. Kushner nunca esteve em Kyiv em função oficial.

Witkoff, ex magnata do mercado imobiliário, atua como enviado especial do governo dos EUA, e Kushner é genro do presidente norte-americano. Até abril, Zelenskiy havia informado planos para uma visita dos dois à Ucrânia, que não se concretizaram devido a prioridades ligadas ao conflito com o Irã.

Contexto estratégico

A última cúpula trilateral entre Rússia, EUA e Ucrânia ocorreu em fevereiro, com discussões sobre andamento do cessar-fogo ganhando ritmo no fim de 2025. Desde então, Washington intensificou ações no Oriente Médio, desviando parcialmente a atenção da Ucrânia.

Witkoff e Kushner participam de equipes de negociação dos EUA que cobririam, entre outros temas, conversas sobre cessar-fogo em reuniões com o Irã. Zelenskiy ressaltou a importância de manter cooperação com os americanos, mesmo diante de divergências logísticas.

Por outro lado, as negociações envolvendo Moscou e Kyiv continuam sem consenso sobre pontos cruciais. Entre as questões em aberto estão a devolução de crianças ucranianas deportadas, mudanças de regime propostos por Moscou e o status da região de Donbass.

O conflito já dura mais de quatro anos desde a invasão russa de 2022. Grandes áreas do leste ucraniano permanecem sob controle russo, com ações militares contínuas ao longo de um front que vai de Luhansk a Kherson.

A escalada de ataques aéreos afeta cidades na Ucrânia, enquanto a Ucrânia intensifica ataques a infraestrutura energética russa, incluindo ataques de drones de longo alcance a portos e terminais. Estima-se que parte da capacidade de exportação russa tenha ficado comprometida.

Dados de analistas indicam que o impacto econômico do conflito continua a reverberar, com queda do PIB russo, ainda que haja ganhos de receita com petróleo. O cenário permanece marcado por tensões diplomáticas e militares em várias frentes.

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