- Maurício da Cruz, brasileiro, mora em Pequim em uma casa de 28 m², com aluguel de aproximadamente R$ 30 por mês, em área tradicional conhecida como siheyuan.
- Chegou pela primeira vez à China aos 11 anos e voltou ao Brasil antes de retornar definitivamente em dois mil doze.
- A moradia faz parte do sistema de unidades de trabalho (danwei), históricas vínculos entre empresas estatais e moradia a preço baixo, hoje ocupadas por várias famílias.
- Sem o emprego de tradutor de jogos após a evolução da inteligência artificial, passou a produzir conteúdos sobre a vida na China, com vídeos que atraem milhões de visualizações.
- Pretende abrir uma agência para mostrar a “China como ela é”, destacando o contraste entre o interior moderno e o exterior antigo da moradia, além da transformação contínua do país.
Maurício da Cruz, brasileiro que vive em Pequim, ganhou notoriedade ao mostrar a realidade de morar em uma casa de 28 m² na China, pagando aluguel simbólico de cerca de R$ 30 por mês. O relato atual envolve o cotidiano em uma área que hoje abriga moradores de diferentes classes sociais, em meio a uma cidade marcada por reformas e movimentos de mercado.
O jornalista e influenciador chegou pela primeira vez à China aos 11 anos, em 2000, quando o pai foi transferido para a capital. Morou dois anos em Pequim, voltou ao Brasil e retornou definitivamente em 2012. Inicialmente dedicou-se à tradução de jogos do mandarim para o português, trabalho que acabou sendo afetado pela evolução da inteligência artificial.
Maurício explica que, diante do aumento do custo de vida em Pequim, passou a viver em uma moradia de baixo custo mantida por laços familiares. A casa fica em um siheyuan, conjunto tradicional de pátios, que foi dividido entre várias famílias após políticas de redistribuição de propriedades. A família dele paga aluguel abaixo do mercado.
Condição de moradia e contexto
A moradia atual pertence à mãe da esposa de Maurício, que teve vínculo com uma estatal nos anos 1990. O sistema, conhecido como danwei, distribuía imóveis a funcionários de empresas estatais, com aluguel subsidiado. Hoje, o casal reside no local com 28 m², enfrentando limitações de espaço e privacidade, segundo ele.
A casa passou por reforma interna para oferecer conforto moderno, com ar-condicionado e infraestrutura atual. Por fora, o imóvel ainda exibe aspecto antigo, inclusive com revestimento de isopor. Maurício descreve que a organização do espaço varia entre pátios compartilhados e cômodos subdivididos para ampliar a moradia.
O brasileiro relata que, apesar da proximidade de vizinhos e da limitação de espaço, a segurança na área é boa. Ele afirma que não houve incidentes de roubo e que itens comprados pela internet costumam permanecer na porta, sem transtornos. Entretanto, há exemplos de moradores que continuam em situações de espaço reduzido, sem banheiro próprio.
Antes da reforma, Maurício descreve que a família enfrentava deficiência de infraestrutura, como a ausência de banheiro dentro da casa. Atualmente, ele enfatiza que a mudança interna mudou a rotina, mantendo hábitos simples de convivência com vizinhos e espaço limitado.
Maurício completou 37 anos e passou a produzir conteúdo sobre a vida na China, o que ajudou a manter uma renda alternativa. Seus vídeos abordam desde o cotidiano nos pátios históricos até curiosidades culturais, atraindo milhões de visualizações entre brasileiros interessados em entender o país.
Conteúdo online e visão sobre a China
O influenciador aponta que a constante transformação da China alimenta a curiosidade do público. Segundo ele, a experiência de morar no país mantém a sensação de viagem contínua, com novidades surgindo em diferentes cidades. Maurício ressalta que, além das diferenças culturais, há interação aberta com moradores e visitantes em comunidades menores.
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