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Denunciante da USAID afirma que situação era ainda pior do que se sabia

Whistleblower afirma que DOGE assumiu a USAID, congelou contratos e deixou bilhões em ajuda em suspenso, contribuindo para centenas de milhares de mortes

Collage of a ripped USAID logo with Elon Musk's face peering through the holes
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  • Em dois meses de 2025, DOGE assumiu a USAID, fechou sistemas internos e congelou a maior parte da ajuda externa, mantendo apenas uma isenção para assistência humanitária essencial.
  • O staffing caiu de cerca de 10 mil para 300, e, em julho, a USAID foi incorporada ao Departamento de Estado.
  • Boston University estima que mais de setecentos mil pessoas morreram no primeiro ano após os cortes; democratas no Congresso anunciaram investigação sobre as mortes.
  • Nicholas Enrich, ex-gerente de programas globais, tornou-se denunciante, descrevendo falhas da equipe de appointees e os impactos na saúde global, incluindo malária, HIV e tuberculose.
  • Casos práticos mostraram impactos como cancelamento de contratos que interromperam serviços essenciais (ex.: água potável no Sudão do Sul) e dificultaram projetos de democracia, direitos humanos e proteção a grupos vulneráveis.

Elon Musk e o grupo DOGE tomaram de assalto a USAID nos primeiros meses de 2025, com a meta de reduzir gastos e contratos do governo. Em 28 de janeiro, o secretário de Estado Marco Rubio abriu uma exceção para assistência humanitária, que deveria manter projetos vitais em funcionamento. Nicholas Enrich, então coordenador interino de saúde global, diz que esse não foi o efeito prático.

Pouco depois, a operação do DOGE levou ao fechamento de contas de e-mail, suspensão de acessos e suspensão de contratos. Em semanas, a força de trabalho caiu de 10 mil para cerca de 300 funcionários, com a fusão da USAID ao Departamento de Estado ocorrendo em julho de 2025. Relatórios indicam impactos humanos severos decorrentes dessas medidas.

Enrich tornou-se denunciante ao perceber que a real intenção era encerrar a agência de forma abrupta, apesar da existência de uma isenção para assistência humanitária essencial. Em entrevista ao WIRED, ele relata falhas de comunicação entre DOGE e apadrinhados políticos, dificultando respostas rápidas a crises de saúde global.

A narrativa interna mostra disputa entre apolíticos políticos e a equipe DOGE, que buscava um encerramento rápido. A gestão de programas de saúde, como malária e tuberculose, ficou prejudicada pela paralisação de contratos e pela falta de contato com parceiros.

Entre os episódios citados, houve interrupção de contratos na África e em outras regiões, incluindo ações para manter água potável em missões no Sudão do Sul. A interrupção de contratos de gestão também comprometeu a própria capacidade de encerrar contratos existentes.

Segundo Enrich, a suspensão impactou a continuidade de ações de governança e direitos humanos em países com políticas restritivas. Parcerias que apoiavam imprensa, direitos das mulheres e democracia ficaram expostas a riscos, com efeitos desproporcionais em comunidades vulneráveis.

A situação levou a questionamentos sobre responsabilidade institucional e permeou investigações convocadas por congressistas democratas, que apontam consequências graves no primeiro ano após o corte de financiamento. Autoridades têm se limitado a comunicados oficiais.

As informações acima refletem relatos de Enrich sobre o que ocorreu na USAID durante a gestão DOGE, bem como entrevistas e documentos públicos citados pelo veículo de imprensa. Não há comentários oficiais adicionais neste resumo.

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