- O ex-presidente da Otan, Lord Robertson, afirmou que a dependência militar do Reino Unido em relação aos EUA “não é mais viável” e que o Reino Unido precisa se tornar mais independente da relação especial com Washington.
- Robertson disse que aliados divergem em valores, citando ações de Donald Trump e o tom diplomático na Casa Branca, que ele descreveu como em “baixa histórica”.
- Ele destacou que, mesmo após Trump, a separação entre o Reino Unido e os EUA tende a continuar, com mudanças na política externa americana e maior foco em transações.
- O britânico ressaltou a necessidade de o Reino Unido atuar de forma mais autônoma militarmente, colaborar com aliados europeus contra a Rússia e elevar o gasto com defesa para 3,5% do PIB até 2035, conforme meta da Otan.
- O relatório de comitê de relações exteriores e defesa da Câmara dos Lordes, do qual Robertson é presidente, indicou que a relação está sob maior tensão desde a Segunda Guerra Mundial, com um relevante déficit de financiamento de 18 bilhões de libras em um plano de investimentos de defesa de dez anos.
Britain precisa reduzir a dependência militar dos EUA, afirma ex-chefe da Otan. Lord Robertson diz que a relação especial já não é sustentável e que o Reino Unido deve tornar-se mais autônomo, mesmo diante de divergências entre Westminster e Washington.
Ele cita sinais desde a era Trump: ataques a Irã, tarifas contra aliados, e a ameaça de revisar acordos com a Dinamarca. Robertson afirma que o tom diplomático da Casa Branca atingiu um patamar histórico baixo e sinaliza mudanças na política externa dos EUA.
A declaração ocorreu em seminário na Chatham House, onde o ex-ministro da Defesa também destacou que os impactos vão além de uma gestão pontual. Segundo ele, o comportamento de Trump reflete mudanças de fundo na política externa americana.
Robertson afirma que o alto nível de dependência militar não é mais aceitável. O britânico precisa agir para fortalecer sua própria capacidade, mantendo cooperação com aliados europeus frente a Rússia e buscando maior participação no gasto de defesa.
Ele aponta metas: aumentar o gasto militar para 3,5% do PIB até 2035, e reduzir o déficit de investimento de 18 bilhões de libras em um plano de dez anos, para entregar compromissos de defesa mais robustos.
Paralelamente, um relatório da comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara dos Lores, da qual Robertson participa, indica que a relação especial está sob pressão maior desde a Segunda Guerra Mundial.
O embaixador dos EUA no Reino Unido, Warren Stephens, reforçou que a estratégia de segurança nacional norte-americana prioriza a cooperação com aliados, incluindo o Reino Unido, para manter a segurança europeia.
Além disso, o relatório aponta uma tendência de maior diversificação da relação com a defesa europeia, com ênfase em ações conjuntas contra a agressão russa e em fortalecer capacidades nacionais.
Entre na conversa da comunidade