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Disparos atingem navios no Estreito de Ormuz durante cessar-fogo EUA-Irã

Navios no Estreito de Ormuz são atingidos; danos à ponte de um porta-contêiner sinalizam risco para navegação, enquanto o cessar-fogo EUA-Irã permanece incerto

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de atacar navios na rota comercial do Estreito de Ormuz
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  • Três navios porta-contêineres foram alvos de disparos no Estreito de Ormuz, segundo fontes de segurança marítima e a UKMTO.
  • O primeiro navio, de bandeira liberiana, teve danos na ponte de comando após ser atacado por uma lancha da Guarda Revolucionária iraniana a 15 milhas náuticas a nordeste de Omã; a tripulação está segura.
  • O segundo navio, de bandeira panamenha, foi atingido a oito milhas náuticas da costa do Irã; não houve danos e a tripulação permanece em segurança.
  • O terceiro navio, também liberiano, foi atingido e imobilizado a oito milhas náuticas do Irã, com o tráfego no estreito restrito.
  • A conjuntura inclui a prorrogação, por tempo indeterminado, da trégua entre EUA e Irã anunciada por Donald Trump, além de uma reunião no Reino Unido com países participantes para planejar uma missão defensiva de proteção à navegação no estreito.

Três navios porta-contêineres foram alvo de disparos nesta quarta-feira (22) no Estreito de Ormuz, segundo fontes de segurança marítima e a UKMTO. Um navio de bandeira liberiana sofreu danos na ponte de comando após ser atingido por disparos de armas de fogo e granadas, a nordeste de Omã. O incidente ocorreu sem registro de incêndio ou impacto ambiental, e a tripulação permanece a salvo.

De acordo com a UKMTO, o navio fretado por empresa grega estava a 15 milhas náuticas (cerca de 28 km) ao nordeste de Omã. O capitão informou que a lancha da Guarda Revolucionária iraniana realizou a abordagem sem aviso por rádio antes dos disparos que atingiram a ponte de comando, segundo o comunicado da agência.

A Vanguard Tech, empresa de inteligência citada pela imprensa, disse que o navio havia recebido permissão para atravessar o estreito. Três indivíduos estavam a bordo da lancha envolvida. Também foi registrado que o capitão não recebeu comunicação prévia por rádio e que a travessia contava com autorização governamental.

Cessar-fogo incerto e reação internacional

Um segundo porta-contêiner panamenho foi atingido a oito milhas náuticas da costa iraniana. A tripulação está em segurança e não houve danos. Um terceiro navio liberiano foi atingido e acabou imobilizado no mar, a oito milhas de distância do Irã, que mantém restrições ao tráfego no estreito.

O Reino Unido promoverá, nesta quarta e quinta-feira (23), uma reunião com militares de cerca de 30 países para discutir uma missão liderada por britânicos e franceses. O objetivo é planejar a proteção da navegação no estreito assim que as condições permitirem, com foco em liberdade de passagem e cessar-fogo duradouro.

Avanços diplomáticos e contexto regional

Na véspera, o presidente dos EUA prorrogou, por prazo indefinido, a trégua com o Irã a pedido de mediadores paquistaneses, mantendo a possibilidade de negociações. O Irã não confirmou oficialmente a extensão. Um assessor iraniano classificou o anúncio como inadequado para produzir mudanças políticas.

O ministro da Agricultura iraniano afirmou que o bloqueio naval norte-americano aos portos não prejudicou o abastecimento de bens essenciais à população, ressaltando que grande parte dos produtos é produzida localmente. A declaração foi veiculada pela agência Irna.

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