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EUA substituem secretário da Marinha em meio a bloqueio de portos iranianos

EUA demitem secretário da Marinha em meio a bloqueio de portos iranianos; Hung Cao assume, sinalizando novas mudanças na cúpula militar

John Phelan estava no cargo desde o início do governo Trump, em 2024 | Divulgação/Departamento de Defesa dos EUA
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  • O governo dos EUA demitiu John Phelan do cargo de secretário da Marinha com efeito imediato; Hung Cao assume o posto.
  • A demissão ocorre no contexto do bloqueio naval a portos do Irã, iniciado em 13 de abril.
  • Phelan não tinha experiência militar prévia nem liderança civil anterior; era fundador de uma empresa de investimentos e foi um dos principais doadores da campanha de Donald Trump.
  • Hung Cao é veterano da Marinha, tem ascendência vietnamita e disputou Senado pela Virgínia em 2024, perdendo para Tim Kaine.
  • A troca faz parte de uma sequência de mudanças em várias Forças Armadas desde o início do conflito com o Irã.

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira a demissão de John Phelan do cargo de secretary da Marinha, com efeito imediato. A iniciativa ocorre no contexto de ações de bloqueio naval a portos do Irã. O anúncio foi feito pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.

O cargo será ocupado por Hung Cao, atual subsecretário da pasta. Cao é veterano da Marinha com ascendência vietnamita e já concorreu ao Senado pela Virgínia, em 2024, sendo derrotado pelo democrata Tim Kaine.

A troca se soma a uma série de mudanças em diversas lideranças militares desde o início da guerra no Irã. Em março, o Pentágono já havia demitido o chefe do Estado-Maior do Exército, em uma onda de reformulações estratégicas.

Bloqueio de portos

Desde 13 de abril, os EUA mantêm um bloqueio estratégico a portos na costa iraniana como retaliação ao fechamento do Estreito de Ormuz. A medida visa pressionar o Irã por meio de restrições comerciais e logísticas.

Na semana, o presidente manteve o cessar-fogo com o Irã indefinidamente, mas o bloqueio de passagem de embarcações continua. Estima-se que dezenas de navios tenham redirecionado suas rotas desde o início do cerco.

O Irã afirmou que só voltará às negociações de paz se o embargo for retirado como gesto de boa vontade. O governo iraniano enfatiza a necessidade de avanços diplomáticos para encerrar o conflito.

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