- O Irã afirmou que não é possível abrir o estreito de Ormuz devido às supostas violações do cessar-fogo por EUA e Israel.
- O porta-voz iraniano citou o bloqueio naval dos portos do Irã e a “guerra” de Israel como violações relevantes.
- O Irã disse que, embora aberto a negociações, violações de compromissos, bloqueio e ameaças são obstáculos à negociação.
- A expectativa de novas negociações entre EUA e Irã em Paquistão não ocorreu até o momento; a delegação norte-americana, liderada pelo vice‑presidente, continua nos EUA.
- O Irã afirmou ter apreendido dois navios no estreito de Ormuz, MSC Francesca e Epaminondas; o cargueiro Euphoria foi atacado, mas não houve danos relatados.
O Irã afirmou que não é possível abrir o Estreito de Hormuz devido a violações flagrantes do cessar-fogo por Estados Unidos e Israel. A declaração foi publicada pelo principal negociador iraniano nas negociações com Washington.
Ghalibaf acusou a frota dos EUA de bloquear portos iranianos, o que classificou como um seqüestro da economia global, e disse que Israel pratica provocação militar em várias frentes. O país permanece aberto a negociações, mas ressalta obstáculos como violações e bloqueio.
O chefe de governo iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que o Irã está aberto ao diálogo, porém as quebras de compromisso são o principal entrave. O anúncio acontece enquanto as negociações ainda não começaram, após a expectativa de progressos em Paquistão.
Tensão no Estreito de Hormuz e desdobramentos marítimos
Na véspera, o governo dos EUA divulgou que JD Vance manteria a liderança da delegação americana, sem confirmação de ares de novas negociações. O anúncio de extensão do cessar-fogo feito por Trump chegou sem prazo definido, segundo a Casa Branca.
Ao mesmo tempo, o Irã anunciou a apreensão de dois navios no estreito para inspeção, após relatos de ataques a três embarcações. Entre os alvos, o cargueiro Epaminondas, de origem grega, foi atacado segundo autoridades locais.
O navio Euphoria, de propriedade de empresas dos Emirados, foi atacado, mas não houve feridos ou danos relatados. Dados de rastreamento indicam que o navio voltou a navegar para o sul, ficando relativamente próximo à costa de Khor Fakkan.
Autoridades gregas confirmaram o ataque ao Epaminondas, sem confirmar se o navio foi apreendido pelas forças iranianas. A situação no Estreito de Hormuz segue como ponto crítico para o tráfego marítimo global.
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