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Irã afirma que reabrir Ormuz é impossível por violação flagrante do cessar-fogo

Irã afirma que reabrir o Estreito de Ormuz é impossível diante da violação do cessar-fogo, com o bloqueio naval dos Estados Unidos em vigor

Mohammad Bager Ghalibaf — Foto: REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
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  • O Irã afirma que reabrir o Estreito de Ormuz é impossível diante de uma violação flagrante do cessar-fogo, segundo o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.
  • Ghalibaf disse que só faz sentido um cessar-fogo se não houver bloqueio marítimo nem tomada da economia mundial, e mencionou ações que ele chamou de belicismo sionista.
  • Os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval ao Irã, mesmo com Trump prorrogando a trégua durante as negociações.
  • Houve incerteza sobre o status de Ormuz na quarta-feira, com relatos de navios sendo atacados ou abordados pelo Irã.
  • Fontes da Reuters indicaram que Trump estava disposto a oferecer mais três a cinco dias de prazo ao Irã, mas ele negou que a trégua seria indefinida.

O Irã afirmou que reabrir o Estreito de Ormuz é impossível diante de uma violação flagrante do cessar-fogo. A declaração foi feita pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, em publicações na rede social X.

Ghalibaf disse que um cessar-fogo só faria sentido se não houver bloqueio marítimo e se a economia global não ficar refém. Também mencionou resistência às ações israelenses no Líbano e em Gaza, atribuindo-as a uma linha belicista que deve ser interrompida.

Os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval contra o Irã, mesmo após Trump anunciar a prorrogação da trégua durante as negociações. Na quarta-feira, houve relatos de navios interceptados ou abordados pelo Irã, gerando incertezas sobre o status do estreito.

Fontes próximas à Reuters indicaram que Trump avaliava oferecer mais alguns dias de prazo ao Irã, entre três e cinco, mas negou que o cessar-fogo tivesse duração indefinida. O cenário mantém o estreito como ponto de tensão regional.

A posição iraniana chega em meio a debates sobre a viabilidade de flexibilizar o comércio internacional via Ormuz, enquanto Washington mantém medidas restritivas. As circunstâncias atuais alimentam dúvidas sobre próximos passos diplomáticos.

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