- A agência estatal iraniana Fars divulgou um vídeo gerado por IA que zomba da prorrogação do cessar-fogo anunciada por Donald Trump.
- No filme, Trump espera iranianos, questiona a ausência deles e ameaça bombardear se não negociarem; um bilhete chega dizendo “Trump, cale a boca” e ele anuncia a extensão da trégua.
- Na terça-feira, Trump falou em prorrogar o cessar-fogo por tempo indefinido até que Teerã apresente uma proposta para encerrar o conflito; o bloqueio naval aos portos iranianos permanece.
- O presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, disse que as “ameaças e o cerco dos EUA” são obstáculos aos avanços nas negociações.
- O Irã tem usado vídeos com IA como forma de provocação política, com publicações também envolvendo outras figuras públicas; o tema eleva a tensão entre os dois países.
O Irã divulgou um vídeo gerado por inteligência artificial que provoca o presidente dos EUA, Donald Trump, com a mensagem para ele ficar quieto. A peça foi lançada pela agência estatal Fars e zomba da prorrogação do cessar-fogo anunciada pelo governo americano.
No material, Trump está à mesa com autoridades norte-americanas, esperando os iranianos. Ele questiona a presença dos iranianos e sinaliza que, se não negociarem, haverá bombardeio. Um assessor chega com bilhete escrito pelo regime: Trump, cale a boca.
Depois disso, o vídeo mostra o momento em que o presidente recebe a informação e, em seguida, anuncia a extensão da trégua no conflito. A divulgação ocorre em meio ao tensionamento entre Washington e Teerã.
IA como arma de guerra
O Irã já utilizou vídeos produzidos por IA para críticos aos Estados Unidos, com publicações de embaixadas iranianas ao redor do mundo. As peças ironizam condutas de Trump e retratam o líder de forma satírica, em contextos de conflito.
Em uma das peças recentes, a embaixada iraniana no Tajiquistão publicou um vídeo que associa Trump a figuras bíblicas, gerando controvérsia e críticas. As mensagens com IA aparecem como ferramenta de retórica entre as partes.
Massoud Pezeshkian, presidente do Irã, reiterou que bloqueios e ameaças dos EUA criam entraves às negociações para encerrar o conflito, mesmo com o cessar-fogo em vigor. A declaração ressalta a fragilidade das tratativas diante de pressões políticas e militares.
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