- Justiça espanhola condena uma rede de IPTV ilegal a pagar € 43 milhões em multas e indenizações, com a decisão divulgada na última segunda-feira (20).
- A rede operava com servidores em 13 países, atendendo mais de 2 milhões de clientes.
- Plataformas envolvidas incluíam RapidIPTV.com, RapidIPTV.net e IPTVStack, oferecendo filmes, séries e conteúdos esportivos, especialmente jogos de futebol.
- A sentença determina o fechamento permanente dos domínios usados pelo grupo e o confisco de bens; entre eles, carro de luxo avaliado em € 400 mil e um imóvel em Barcelona de € 1,7 milhão.
- As companhias afetadas devem receber indenização superior a € 12 milhões, enquanto mais de € 30 milhões referem-se a multas por lavagem de dinheiro; a investigação contou com apoio de LALIGA, Movistar Plus+, Mediapro e Egeda, além de autoridades espanholas, Europol e Eurojust.
A Justiça da Espanha condenou os responsáveis por uma rede de IPTV ilegal ao pagamento de 43 milhões de euros em multas e indenizações. A decisão, divulgada nesta segunda-feira, envolve uma operação que atingiu mais de 2 milhões de assinantes, com servidores em 13 países.
A rede oferecia acesso a filmes, séries e eventos esportivos sem autorização de direitos autorais. Plataformas associadas incluíam RapidIPTV.com, RapidIPTV.net e IPTVStack, com foco especial em jogos de futebol e conteúdos da LALIGA, que participou da denúncia.
Desdobramentos legais e envolvidos
A ação contou com a participação da Unidade Central de Cibercrime da Polícia da Espanha, em parceria com o Grupo de Propriedade Intelectual. Apoios internacionais vieram de Europol e Eurojust, fortalecendo a investigação de crimes digitais transnacionais.
Fontes do processo indicam que, além de indenizações, houve o fechamento permanente dos domínios usados pelo grupo. O caso também resultou no confisco de bens e de fundos movimentados ilegalmente.
Montante e impactos econômicos
A sentença determina indenizações superiores a 12 milhões de euros para companhias afetadas. O restante, mais de 30 milhões de euros, corresponde a multas ligadas a operações de lavagem de dinheiro associadas à rede pirata.
A organização, liderada por um homem conhecido como Dash, do Irã, teve ativos como automóveis de luxo adquiridos por cerca de 400 mil euros e um imóvel em Barcelona avaliado em 1,7 milhão de euros. Essas evidências contribuíram para a condenação.
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