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Justin Sun processa World Liberty Financial de Trump por tokens congelados

Justin Sun processa World Liberty Financial nos EUA, alegando congelamento de tokens WLFI, retirada de direitos de voto e ameaça de confiscar posses

Justin Sun (Foto: Divulgação/Tron)
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  • Justin Sun, fundador da Tron, moveu uma ação federal na Califórnia contra a World Liberty Financial, alegando que a empresa congelou seus tokens WLFI, retirou seus direitos de voto e ameaçou confiscar suas posses, sem aviso ou recurso.
  • Sun passou a ser o maior detentor de WLFI após investir 75 milhões de dólares no fim de 2024; a World Liberty colocou sua carteira na blacklist em setembro, após ele supostamente mover partes de suas posses, o que Sun nega ter feito.
  • O investidor afirma que houve uma porta dos fundos no contrato inteligente que permitiria congelar tokens sem aviso; a World Liberty rejeita as acusações como infundadas e a disputa envolve governança e direitos de voto dos detentores.
  • Especialistas dizem que o caso envolve a diferença entre o marketing de participação descentralizada e controles on-chain para confiscar ativos; apontam necessidade de transparência e regras claras, com possíveis impactos regulatórios nos Estados Unidos, União Europeia e outras jurisdições.
  • O token WLFI está sendo negociado perto de US$ 0,08, uma queda de aproximadamente 76% frente ao recorde de US$ 0,33 em setembro.

Justin Sun, fundador da Tron, abriu um processo federal na Califórnia contra a World Liberty Financial, instituição por trás do WLFI. O executivo afirma que seus tokens foram congelados, seus direitos de voto retirados e suas posses ameaçadas de destruição, sem aviso, causa ou recurso. A tentativa ocorre na Califórnia, na esfera federal, na terça-feira.

Sun tornou-se o maior detentor de WLFI ao gastar 75 milhões de dólares no fim de 2024. Em setembro, a carteira dele foi colocada na lista negra pela World Liberty após movimentos que teriam violado termos de investimento, segundo o empreendimento, enquanto Sun nega intenção de venda.

A disputa, que ganhou contornos públicos no início deste mês, envolve alegações de uma suposta porta dos fundos no contrato do WLFI. Sun acusa a World Liberty de tratar a comunidade cripto como caixa eletrônico, enquanto a empresa nega as acusações e vê medidas sob governança já acordadas.

Contexto e governança

Especialistas citados pelo Decrypt destacam a tensão entre a forma como o WLFI foi comercializado e o que o contrato realmente permite. Um token com características de participação descentralizada pode restringir direitos de forma unilateral, conforme avaliação de especialistas.

Advogados consultados ressaltam a necessidade de transparência em controles de AML e de sanções on-chain. O andamento do caso pode exigir avaliação sobre se houve justificativa legal ou discricionariedade centralizada, além de impactos regulatórios em outras jurisdições.

O mercado de WLFI mostra queda: o token opera em torno de US$ 0,08, após atingir recorde de US$ 0,33 em setembro, conforme dados de monitoramento. A defesa de cada parte deve esclarecer como são aplicadas as regras de governança e de conformidade contratual.

Créditos: reportagem baseada em material do Decrypt.

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