- A Marinha chinesa enviou navios de guerra ao Pacífico ocidental, liderados pelo contratorpedeiro Baotou, cruzando as ilhas Amami Oshima e Yokoate no sábado.
- Foi a primeira vez que Pequim anunciou passagem pelo canal de Yokoate, rota mais próxima do Japão do que a habitual pelo estreito de Miyako.
- A mudança de rota sinaliza testes de novas trajetórias para furar a “primeira cadeia de ilhas” que vai do Japão às Filipinas, passando por Taiwan.
- Os exercícios chineses coincidem com o início do Balikatan, maior série de manobras EUA-Filipinas, pela primeira vez com tropas de combate japonesas.
- O Japão enviou cerca de 1.400 militares e fará, pela primeira vez, disparo de míssil antinavio em exercício fora do território.
A China enviou navios de guerra ao Pacífico ocidental, aumentando a tensão com o Japão. O contratorpedeiro Baotou liderou a frota que cruzou as ilhas Amami Oshima e Yokoate, no último sábado, em direção ao oceano aberto. Pequim informou a passagem pelo canal de Yokoate pela primeira vez.
A manobra marca uma mudança de rota, mais próxima ao território japonês do que o caminho tradicional pelo estreito de Miyako. Observadores veem a ação como teste para furar a chamada “primeira cadeia de ilhas”, linha de arquipélagos que vai do Japão às Filipinas.
As operações chinesas coincidem com o início do Balikatan, maior série de exercícios conjuntos entre EUA e Filipinas. Mais de 17 mil militares de sete países participam, incluindo pela primeira vez tropas de combate japonesas.
O que muda para a região
O movimento ocorre em meio a uma crise entre China e Japão que se arrasta desde novembro. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sinalizou mobilização de forças caso haja tentativa de tomada de Taiwan. A China, por sua vez, tem desaconselhado viagens e imposto restrições comerciais ao Japão.
A ausência de consenso agrava o risco de incidentes no mar, o que poderia forçar Washington a escolher entre apoiar Tóquio ou manter neutralidade para evitar confronto direto com Pequim.
Outros desdobramentos na região
O gesto vem em meio a disputas diplomáticas com Taiwan e a práticas de defesa com foco em segurança regional. Além disso, o Japão informou que mobilizará cerca de 1.400 militares para os exercícios e testará pela primeira vez um míssil antinavio fora de seu território.
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